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A devoção a Nossa Senhora é um meio admirável de perseverança

Em seu magnífico Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, São Luís Maria Grignion de Montfort (n. 173), com certa tristeza de alma e perplexidade, pergunta: “Como se explica que a maior parte das conversões dos pecadores não seja durável? Donde vem a facilidade de recair no pecado? Por que a maior parte dos justos, ao invés de avançar de virtude em virtude e adquirir novas graças, perdem muitas vezes o pouco de virtudes e graças que tinham”? Na sequência, o grande santo mariano ensina que essas constantes recaídas provêm da confiança excessiva e enganosa que se tem em si mesmo. Ao contrário, o verdadeiro devoto deve depositar o tesouro das graças que recebe, a cada dia, nas mãos puríssimas de Maria Santíssima, tomando-a “por depositária universal” de todos os seus bens. Portanto, somente poderemos perseverar na prática das virtudes se aumentarmos, a cada dia, a devoção a Ela.

Desta forma, o verdadeiro servo e devoto da Santíssima Virgem deve procurar, com diligência, todos os meios que a Igreja coloca ao seu alcance, para perseverar e crescer espiritualmente, sendo fiel na oração e na frequência dos Sacramentos. Um ótimo meio para manter acesa a chama do amor é buscar um maior conhecimento a respeito de Nossa Senhora: De Maria, nunquam satis, dizem os santos!

Foi justamente esse crescimento espiritual que buscaram alguns consagrados no último dia 22 de Setembro, ao participarem da Reunião de Formação para Consagrados, realizada pelos Arautos do Evangelho de Maringá. Essa reunião – na verdade uma aula de Mariologia– foi proferida pelo Revmo. Pe. Ínigo Abbad, EP, abordando aspectos fundamentais da devoção a Nossa Senhora: As Figuras e Promessas relacionadas à Predestinação de Maria.

Ao final da aula, os Consagrados estavam muito contentes e certos de terem dado vários passos para trilhar o “caminho fácil, curto, perfeito e seguropara chegar à  união com Nosso Senhor [na qual] consiste a perfeição do cristão”, a que se refere São Luís Maria Grignion de Montfort (Tratado n. 152). E também esperançosos de que haja muitas outras aulas e muitas outras oportunidades para esse convívio harmonioso e profícuo entre irmãos de alma, no contexto do carisma dos Arautos do Evangelho.

 

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