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À beira da morte… numa Noite de Natal…

Com seu estilo atraente e espirituoso, Lenôtre escreveu um de seus contos de Natal de maneira própria a desmitificar certas idéias sobre as causas mais profundas que determinaram a revolução de 1789 na França, bem como acerca do relacionamento entre as classes sociais naquela época.

Imaginem a Conciergerie1, prisão lúgubre onde eram detidos os condenados pelos revolucionários, muitos deles membros da aristocracia. É véspera de Natal de 1792, digamos, e ali se encontra um conde cujo “crime” maior era o de pertencer a uma classe que se destacava pela cultura, elegância e distinção.

Nessa época, a Conciergerie estava repleta de presos, e todas as manhãs uma carreta vinha apanhar dez ou doze condenados que seriam executados naquele dia. Um pretenso oficial de justiça lia a sentença com a pena de morte, e logo depois ordenava que os levassem para a praça onde se erguia a tristemente célebre guilhotina.

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A bala convertida em medalha

Nos primeiros tempos da conquista da velha África, um jovem capitão do 25º regimento de linha, ia, cheio de ardor, tomar parte no assalto de Constantina.

Antes de embarcar, foi abraçar sua mãe, senhora nobre e muito cristã:

– Meu filho – disse ela, entre lágrimas e carícias –, lembra-te, no meio dos combates, de tua Mãe do Céu. Desde a mais tenra infância, ensinei-te a honrá-la mais do que a tua mãe da terra, e me parece que não A invocas mais. Pendura ao pescoço esta medalha, que será tua proteção.

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Nossa Senhora de Guadalupe: Mãe compassiva e misericordiosa

Neste dia 12 de Dezembro, a Igreja celebra a Festa de Nossa Senhora de Guadalupe. No ano de 1531 – há quase 500 anos – a Mãe de Deus dignou-se a aparecer a um representante das etnias indígenas do Novo Mundo, São João Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II no ano de 2002). No Dia 09 de Dezembro de 1531, estava João Diego nas proximidades da colina Tepeyac, na Cidade do México, atualmente. De repente, ouviu ele uma música suave e melodiosa, que aos poucos foi se extinguindo. Uma lindíssima voz o chamou pelo nome, no seu idioma nativo. Era Nossa Senhora de Guadalupe.

Dirigiu-lhe, então, a Mãe de Deus, com afeto e carinho, estas palavras, cheias de bondade: “Porque sou verdadeiramente vossa Mãe compassiva, quero muito, desejo muito que construam aqui para mim um templo, para nele Eu mostrar e dar todo o meu amor, minha compaixão, meu auxílio e minha salvação a ti, a todos os outros moradores desta terra e aos demais que me amam, me invoquem e em mim confiem. Neste lugar quero ouvir seus lamentos, remediar todas as suas misérias, sofrimentos e dores”.1

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Santa Cecília e seu anjo da virgindade

Quando os seus pensamentos se concentravam no objeto do seu amor, Jesus Cristo, e a única aspiração que nutria era ser cristã perfeita, os pais de Santa Cecília, sem que a filha o soubesse, prometeram-na em casamento a um jovem patrício romano, chamado Valeriano.

Se bem que tivesse alegado os motivos que a levavam a não aceitar esse contrato, a vontade dos pais se impôs de maneira a tornar-lhe inútil qualquer resistência.

Assim se marcara o dia do casamento e tudo estava preparado para a grande cerimônia. Da alegria geral, que se estampava nos rostos de todos, só Cecília fazia exceção. A túnica dourada e o alvejante peplo que vestia, não deixavam adivinhar que por baixo existia o cilício, e no coração lhe reinasse a tristeza.

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Em que consiste a Consagração a Jesus Cristo, pelas mãos de Maria?

Foi por intermédio da Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por meio dela que Ele deve reinar no mundo (Tratado, Introdução, n. 1).[1]

Assim inicia S. Luís Maria G. de Montfort o seu magistral Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. Toda a finalidade do livro e toda a intenção que o grande santo mariano teve em escrevê-lo já estão anunciadas nessas ardentes palavras iniciais.

Confessando “com toda a Igreja que Maria é uma pura criatura saída das mãos de Deus” (n. 14)[2], o santo nos indica, no entanto, a necessidade que temos da devoção a Nossa Senhora, pois “por meio de Maria, Deus Pai quer que aumente sempre o número de seus filhos, até à consumação dos séculos” (n.29). Uma necessidade, portanto, colocada pelo próprio Deus.

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