out
17
“Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados (…) Porque muitos são chamados, e poucos são escolhidos”. (Mt 22,10;14)).
Os versículos acima estão inseridos no trecho do Evangelho de São Mateus, proposto pela Igreja para a meditação dos fieis na Liturgia do 28º Domingo do Tempo Comum. O Rei representa o Deus, bom e generoso, que convida a todos os batizados para a Festa de Seu Divino Filho. Porém, os convidados primeiros e principais não aceitam o honroso convite; e os lugares são preenchidos por outros convidados – de última hora. O Evangelho ainda dá destaque, nos versículos 11 e 12, a um suposto convidado que não estava “usando o traje de festa”. Essa omissão, ou mesmo, a falta de considerar com seriedade e humildade o convite recebido, trouxe para esse convidado consequências desastrosas e eternas… Ao final, conclui o Divino Mestre: “Porque muitos são chamados, e poucos são escolhidos”.
mar
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Uma das questões levantadas ao longo da História sobre a devoção a Maria Santíssima, formula a seguinte pergunta: a devoção a Nossa Senhora atrapalha, desvia a devoção a Jesus Cristo?
Um belo artigo estampado no Boletim Informativo “Salvai-me, Rainha de Fátima, pela graça de Cristo, Nosso Redentor” nos traz a resposta de forma sucinta, interessante e irrefutável. Vejamos os dois argumentos expostos, muito úteis, aliás, para esclarecermos aqueles e aquelas que, embora piedosos, tem por vezes certa dificuldade em compreender o papel imprescindível da devoção à Mãe de Deus.
Dois pontos são apresentados. O primeiro, por meio da Constituição Dogmática Lumen gentium: “Todo o influxo salvador da Virgem Santíssima sobre os homens se deve ao beneplácito divino e não a qualquer necessidade; deriva da abundância dos méritos de Cristo, funda-se na sua mediação e dela depende inteiramente, haurindo aí toda a sua eficácia; de modo nenhum impede a união imediata dos fiéis com Cristo, antes a favorece” (Lumen gentium, n. 60). [grifos nossos]
Outro argumento no sentido de demonstrar o quanto a devoção a Nossa Senhora é o melhor caminho para se chegar a Jesus Cristo, é explicitado séculos antes por São Luis Maria Grignion de Montfort.
Diz o Santo missionário mariano: “Seria possível que Aquela que achou graça diante de Deus para o mundo inteiro em geral, e para cada um em particular, impedisse uma alma de encontrar a grande graça da união com Ele? Seria possível que Aquela que foi cheia de graça e superabundante de graças, e tão unida e transformada em Deus que este n’Ela Se encarnou, impedisse uma alma de ficar perfeitamente unida a Deus?” (Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, n. 164).
E conclui São Luis: “Vós, Senhor, estais sempre com Maria, e Maria sempre convosco; nem pode Ela estar sem Vós, pois senão deixaria de ser o que é; de tal modo está Ela transformada em Vós, pela graça, que já não vive, já não existe: sois Vós que viveis e reinais n’Ela, de maneira mais perfeita que em todos os Anjos e Bem-aventurados. […] Maria está tão intimamente unida a Vós que mais fácil seria separar do sol a luz, e do fogo o calor” (idem, n. 63).
Apresentados estes argumentos, mais fácil fica compreendermos o “indispensável papel de Maria na nossa salvação” – conforme salienta Mons. João Clá Dias: “Pois assim como Jesus veio a nós por Maria, é também por meio d’Ela que obteremos as graças necessárias para sermos outros Cristos e alcançarmos a vida eterna”. ² [grifos nosos]
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¹ Pe. Juan Carlos Casté, EP. Jesus e Maria, unidos como o fogo e o calor In Boletim Informativo Salvai-me, Rainha de Fátima, pela graça de Cristo, Nosso Redentor, Ano XI, n° 58.
² Mons. João S. Clá Dias, EP. Amanhã, tudo saberemos! In: _____. O inédito sobre os Evangelhos. v. II, Coedição internacional de Città del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, São Paulo: Instituto Lumen Sapientiae, 2013, p. 172.
jan
1
O grande Santo mariano, São Luis Maria Grignion de Montfort, comenta na obra “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, que Deus reuniu todas as águas e chamou-as mar, reuniu todas as graças e chamou-as Maria.
Esta verdade é própria a nos extasiar. Mencionemos apenas algumas das inúmeras graças com as quais a Providência ornou Aquela que é a Obra prima saída de suas mãos: Cheia de graça, Imaculada Conceição, Virgindade perpétua, Mãe de Deus, Rainha dos Anjos e dos homens, Consoladora dos aflitos, Saúde dos enfermos, Medianeira universal de todas as graças, Mãe do Bom Conselho… Oh! Quanta maravilha!
Caro leitor, reflita por alguns instantes e procure apontar qual o principal privilégio que Maria Santíssima recebeu de Deus. Qual lhe parece?
Para auxiliar iniciemos nossa meditação a partir da Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria, celebrada no dia 1° de janeiro. Escreve Mons. João Clá Dias, EP: “A grandeza de Maria aparece com maior evidência no trecho da Carta aos Gálatas escolhido para a segunda leitura (cf. Gal 4, 4-7), no qual São Paulo sublinha que Nosso Senhor Jesus Cristo nasceu de uma mulher: ‘Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva` (Gal 4, 4-5). Se humanizarmos um pouco a figura de Deus, como tantas vezes o faz a Escritura, podemos imaginá-Lo esperando ‘o tempo previsto’ para o nascimento da Mãe do Redentor. Mas na realidade, Ele – para quem tudo é presente – concebeu eternamente a obra da criação e, no centro desta, num só ato de sua vontade divina e num mesmo e idêntico decreto, predestinou a Jesus e Maria. Portanto, no plano da Encarnação do Verbo, estava também contido o dom singularíssimo da maternidade divina de Nossa Senhora”².
E assim conclui o Fundador dos Arautos: “Isto nos faz compreender porque, dentre os incontáveis privilégios de Maria – dos quais a abundante coletânea de títulos acumulados pela piedade católica para louvá-la nos dá uma pálida ideia –, o principal é o de ser Mãe de Deus. Comparados com este, todos os demais são ínfimos!”.
Aprofundando ainda mais a afirmativa, argumenta: “Deus poderia ter escolhido um meio distinto para assumir nossa natureza e estar entre nós, mas Ele quis tomar Nossa Senhora como Mãe. Para uma pessoa humana é impossível uma prerrogativa superior a esta e por isso, como ensina São Tomás, Ela Se encontra na categoria das criaturas perfeitas, à qual pertencem apenas duas mais: a humanidade santíssima de Jesus e a visão beatífica”³. A respeito desta temática podemos abordar em outra ocasião.
Eis aqui a luz da grandeza da Mãe de Deus emanada a partir das leituras do Evangelho e da Carta de São Paulo aos Gálatas, para esta Solenidade que abre o Ano Bom: Nossa Senhora é Mãe de Deus. Tal verdade, caro leitor, deve nos consolar, animar, alegrar! Sim, ao entrarmos no Ano Novo, em meio a tantas incógnitas, voltemo-nos para esta Mãe, Mãe poderosa que, sendo Mãe de Deus é também Mãe nossa. Ela é para nós a certeza da vitória, em qualquer circunstância da vida. Que Ela te cubra com seu manto materno por todos os dias de tua vida. Assim seja.
Por Adilson Costa da Costa
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¹ São Luís Maria G. de Montfort. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. 43ª. Ed. Petrópolis: Vozes, 2013, p. 32.
² Mons. João S. Clá Dias, EP. Um altíssimo privilégio, concebido por Deus desde toda a eternidade. In: _____. O inédito sobre os Evangelhos. v. VII. Coedição internacional de Città del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, São Paulo: Instituto Lumen Sapientiae, 2013, p. 15-16.
³ Idem, p. 16.
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Para aprofundar sobre “Santa Maria, Mãe de Deus”, ler o magnífico artigo de Mons. João Clá Dias:
http://www.arautos.org/especial/22223/Santa-Maria–Mae-de-Deus.html
dez
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Caríssimo leitor, estamos escrevendo para contar um pouco das graças que recebemos na Comunidade dos Arautos do Evangelho de Maringá, por ocasião da Primeira Comunhão e cerimônia de Consagração a Nossa Senhora, ocorridas neste Domingo, dia 14 de Dezembro. Tivemos a honra de ter como celebrante da Santa Missa o Revmo. Pe. Antônio Guerra, EP – Provincial da Comunidade dos Arautos deste Município.
A solene Consagração a Nossa Senhora desse dia foi o magnífico corolário daqueles que – ao longo dos meses de Outubro, Novembro e Dezembro – participaram do Curso de Mariologia dos Arautos, segundo o método do grande santo francês São Luís Maria Grignion de Montfort. Ocorreram no total dez encontros, nos quais os consagrandos puderam aprofundar seus conhecimentos a respeito da Santa Virgem Maria e ter contato com a magnífica constelação de dons, graças e virtudes com que foi cumulada a gloriosa Mãe de Deus. Esse estudo ocorreu concretamente com a leitura do “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem”, escrito por este grande santo mariano.
O ato solene de Consagração a Nossa Senhora se deu após a magnífica homilia proferida pelo Remo. Pe. Guerra. Destacou nela a importância de sermos verdadeiros discípulos de Nosso Senhor Jesus Cristo, sendo inteiramente fieis ao chamado de Deus, a exemplo de Nossa Senhora que disse “Sim” ao anúncio do Arcanjo São Gabriel: “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-me em segundo a vossa palavra!” Também fez uma menção honrosa aos rapazes que nesse dia fizeram a sua Primeira Comunhão, pois tiveram a alegria de receber Aquele que é o próprio Deus – infinito, eterno e absoluto – em suas almas.
Agradeçamos a Nossa Senhora pela belíssima Cerimônia ocorrida neste dia, e peçamos a Ela que nos faça inteiramente fiéis a essas graças. Gostaríamos também de agradecer especialmente a presença de nosso Provincial, que nos deu a oportunidade de realizar estas atividades. Salve Maria!