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A Cavalaria de Maria em Iguatemi

Muitas são as pessoas que se perguntam o porquê do nome “Arautos do Evangelho”, escolhido por nosso Fundador, Mons. João S. Clá Dias para a nossa Instituição. Evidentemente, são várias as razões, e todas com sua respectiva importância. Mencionaremos apenas uma, a qual, com certeza, ajudará a compreender o significado deste nome: “Arautos”.

Às vezes, no mundo globalizado e agitado em que vivemos, nos esquecemos de quão difícil era antigamente alguém se comunicar com outrem que vivia longe. Hoje em dia, podemos estar, em questão de segundos, em contato com alguém que vive em outro continente. Séculos atrás, só para se comunicar com pessoas de países vizinhos, demorava semanas ou meses. E como faziam?

Vários eram os recursos. Desde fogueiras que significavam alguma mensagem até o famoso e pitoresco sistema “pombo-correio”. Mas dentre outras formas, existia um recurso que valeria a pena ressaltarmos aqui, devido à sua beleza e simbolismo.

Em situações de emergência, os reis da Idade Média tinham ao seu serviço os famosos “arautos”. Quem eram eles? Valentes e corajosos homens ao serviço do rei, vestidos com roupas próprias, sempre atentos ao chamado do seu soberano e dispostos a qualquer missiva que ele quisesse enviar. Quando, por exemplo, um monarca precisava dar algum aviso a um nobre que morava em outro reino, chamava um arauto e encomendava-lhe a carta que continha o recado para aquele nobre. O arauto a recebia, despedia-se do rei, e imediatamente, montado a cavalo, punha-se a caminho deitando toda a sua força, empenho e rapidez. O percurso que outros, numa viagem tranquila e sossegada, fariam em meses, o arauto o executava em poucos dias. Poupava horas de descanso, privava-se de alimentos supérfluos, para finalmente, chegar com êxito à cidade almejada, onde se encontrava aquele nobre. Só aí, ele podia descansar. Uma grande alegria e tranquilidade inundavam a sua alma por ter cumprido fielmente o encargo do rei.

Não estamos mais em tempos de reis e nobres que moram em reinos distantes. A velocidade dos cavalos foi superada pelos motores hodiernos. Entretanto, os arautos continuam existindo. Sim. No mundo de hoje, novos arautos nasceram. Os Arautos do Evangelho não estão propriamente ao serviço de um rei, mas do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores: Nosso Senhor Jesus Cristo. O Divino Redentor, antes de sua Ascensão, ordenara aos discípulos: “Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15). Foi este o desejo de Mons. João ao fundar os Arautos: que a Boa Nova fosse levada a todas as partes do mundo para que todos os homens conheçam o Salvador e sua Mãe, Maria Santíssima.

Embora não montem a cavalo (pois não é mais necessário), usam como calçado umas bonitas botas, querendo simbolizar com elas que são arautos e cavaleiros de Jesus e de Maria. Assim como os arautos dos reis obedecem prontamente aos desígnios do seu soberano e não descansam até que tenham levado a bom termo as ordens recebidas, assim também os Arautos do Evangelho querem levar o quanto antes ao mundo as mensagens de Deus, e não descansarão até que vejam o Coração de Maria reinar sobre a Terra.

É propriamente uma Cavalaria de Maria. E é este o nome com o qual são designados alguns arautos que percorrem o Brasil inteiro, levando a imagem de Nossa Senhora de Fátima, visitando casa por casa, família por família, trazendo Deus aos corações de todos aqueles que querem receber sua Santíssima Mãe.

Para alegria da arquidiocese de Maringá, a Cavalaria de Maria esteve em Missão Mariana pelas ruas e casas de Iguatemi. Com a colaboração do Pe. Rodrigo Gutierrez Stabel e da Paróquia de Santa Rosa de Lima foi possível realizar esta abençoadíssima Missão.

A imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima foi recebida por inúmeras pessoas na cidade de Iguatemi, que abriram suas casas aos Arautos para sentir essa imensa paz e consolação que irradia dos olhos de Maria. De muitas pessoas corriam lágrimas dos olhos. De outras, brotava do coração o desejo da conversão.

Houve Missas, confissões e adorações todos os dias da semana desde o dia 8 até o 14 de maio. No dia 13 de maio, no qual providencialmente se comemorava o Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, após uma solene celebração da Santa Missa, os habitantes de Iguatemi puderam contemplar pelas ruas da cidade uma grande procissão de tochas. Nela, todos rezavam o terço, intercalando cânticos à Virgem das Virgens, brados de vitória e fogos de artifício.

A Missão Mariana em Iguatemi culminou com a Missa e Consagração da Paróquia Santa Rosa de Lima e todos os presentes, a Nosso Senhor Jesus Cristo pelas mãos de Maria, como escravos de amor, segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort.

Logo em seguida, foi a Santa Mãe de Deus solenemente coroada, como símbolo do nosso desejo de que Ela reine definitivamente sobre os nossos corações e os do mundo inteiro. Finalmente, foram distribuídos os aproximadamente 17 oratórios da Virgem de Fátima. Eles percorrerão, cada dia, as diferentes casas da cidade de Iguatemi, para fazer lembrar a todos estes belíssimos dias vividos com Maria, e lembrá-los também de quanto Maria quer continuar reinando em Iguatemi.

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