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Livros Imperdíveis – Filotéia: Santificar-se vivendo no mundo!

Título:     Filotéia ou Introdução à vida devota

Autor:     São Francisco de Sales

                Tradução Frei João José P. de Castro, OFM

Editora:  Vozes, Petrópolis, 12ª ed., 1996 (453 p.)

Livros Imperdíveis deste mês apresenta a seus leitores uma das principais obras de espiritualidade da História da Igreja: Filotéia, ou Introdução à vida devota, escrita no início do século XVII (por volta do ano 1609) por São Francisco de Sales, Doutor da Igreja. Os sábios conselhos deste livro vêm, há séculos, animando e fortificando a vida espiritual dos católicos em todo o mundo. Sua atualidade e utilidade merecem ser apreciadas também pelos católicos de hoje.

São Francisco de Sales – Santa Cueva de Manresa, Espanha

São Francisco de Sales

O livro começa por apresentar a atraente biografia de São Francisco de Sales. Oriundo de família nobre, nasceu no Castelo de Sales, na Sabóia (hoje França) no ano de 1567. Desde seus primeiros ano de vida a família o instruiu com esmerada educação cristã. O jovem Francisco era dotado de muitos dons naturais, entre os quais, uma inteligência viva e força de vontade inabalável. Desde muito cedo buscou realizar estudos sérios, que o acompanharam durante toda a vida. São Francisco de Sales exerceu grande atividade literária, apesar de sua intensa ação pastoral. Retornando à sua terra natal, depois de anos de estudo em Paris e em Pádua (centros intelectuais à época) e, devido à sua condição social, Francisco portador de doutorado em Teologia e em Direito poderia ocupar posições de destaque na sociedade e obter muitas dignidades mundanas; mas, tocado pela Graça preferiu colocar seus talentos a serviço da Igreja de Cristo, seguindo a carreira eclesiástica, não sem certa oposição por parte de alguns familiares.

Foi ordenado sacerdote aos 27 anos e aos 35 anos sagrado Bispo de Genebra, diocese da qual se ocupou por toda a vida, travando ali inúmeras batalhas, procurando ser tudo para todos a fim de ganhar a todos para Cristo. Sua vida, incansavelmente dedicada ao Evangelho, foi relativamente curta falecendo aos 55 anos de idade, em 28 de Dezembro de 1622. Foi canonizado em 1665 pelo Papa Alexandre VII. Pio IX o elevou à dignidade de Doutor da Igreja e, em 1923, o Papa Pio XII o declarou Padroeiro da Boa Imprensa e dos jornalistas católicos.

Suas múltiplas ocupações, como Bispo e pastor de almas numa diocese que exigia dedicação extrema, não o impediram de escrever muitas obras para o bem da Igreja, entre as quais mais de 2.000 cartas, além de vários livros de cunho espiritual. Juntamente com Santa Francisca de Chantal é fundador da Congregação das Visitandinas.

Por que este livro é imperdível?

São Francisco de Sales já o declara no Prefácio: Este livro é dedicado prioritariamente àquelas pessoas que desejam santificar-se vivendo no mundo; por suas ocupações e deveres de estado, não podem levar vida como religiosos, afastados das atividades terrenas, fazendo parte de uma Comunidade Religiosa. As ordens religiosas, os Arautos do Evangelho, por exemplo, e outras instituições de vida consagrada possuem um conjunto de regras que facilitam a prática das virtudes.

Mas, nem todos podem ser religiosos. Como se santificar vivendo no mundo?

Comenta o Santo:

“Acontece muitas vezes que estas pessoas, sob o pretexto de uma impossibilidade pretensa, nem sequer pensam em aspirar à devoção. Imaginam que assim como animal algum ousa tocar naquela erva chamada Palma Christi [mamoneira-espinheiro], do mesmo modo pessoa alguma que vive no meio de negócios temporais pode fomentar pretensões à palma da piedade cristã. Mas vou mostrar-lhes que muito se enganam e que a graça é em suas operações ainda muito mais fecunda que a natureza. As madrepérolas são banhadas pelas águas do mar e, contudo, não são penetradas delas; (…) as almas generosas vivem no mundo sem impregnar-se do seu espírito, acham a doce fonte da devoção no meio das águas amargas das corrupções mundanas sem queimar as asas de santos desejos de uma vida virtuosa. (…) apesar de minha impotência, farei o que possível for de minha parte para auxiliar esses corações generosos que aspiram à devoção”. (1)

Filotéia

A partir da compilação de conselhos espirituais que São Francisco de Sales empregava para guiar seus filhos espirituais, Filotéia traz um verdadeiro programa de vida espiritual, para utilidade das pessoas que vivem no mundo secular. Conselhos úteis para quem quer adotar a resolução de se santificar.

O que é devoção? Como elevar a alma a Deus por meio da oração e da recepção dos sacramentos. E, ainda, como praticar as virtudes; como evitar as tentações mais comuns no caminho do crescimento espiritual; como conservar e renovar os bons propósitos; estes e muitos outros utilíssimos conselhos de vida espiritual são explicitados por São Francisco de Sales nesta obra.

Quer ter um Santo como seu diretor espiritual? Conheça Filotéia, ou Introdução à vida devota: nosso livro imperdível. Procure adquiri-lo o quanto antes e não tarde a iniciar o seu programa de vida, rumo ao céu!

Salve Maria!

Por João Celso


(1) Op.cit. p. 18-19.

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Dia dos Pais e Consagração a Jesus, pelas mãos de Maria

Imagem de Nossa Senhora de Fátima

Aconteceu na Comunidade dos Arautos de Maringá, no segundo domingo de agosto, a comemoração do “Dia dos Pais”, já a algum tempo aguardada com expectativa.

Primeiramente ocorreu a Santa Missa, presidida pelo Revmo. Pe. Roberto Takeshi Kiyota, EP, o qual salientou em sua homilia “a importância dos pais na formação e santificação de seus filhos, como o exemplo de Deus Pai que, por meio de suas graças e favores, atrai todos nós ao seu amor e à perfeição”.

Na ocasião, para alegria de seus pais, e seguindo seus exemplos, seis jovens consagraram-se a Jesus, pelas mãos de Maria, após terem realizado o Curso preparatório de Consagração a Nossa Senhora, através da leitura e estudo do “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís Maria Grignion de Montfort.

Por fim, num ambiente de muita alegria e estima recíproca entre pais e filhos, ocorreram as atividades recreativas – competições e jogos – culminando com a entrega das lembranças aos respectivos pais: um estojo contendo um terço e um livrinho de orações do santo rosário.

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Frase da Semana – Nossa Senhora da Glória

“Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-Poderoso fez grandes coisas em meu favor”

(Lc 1,48-49)        

Assunção de Nossa Senhora – Catedral de Hamilton, Canadá

Neste 15 de Agosto, com muita alegria, a Arquidiocese de Maringá celebra a Festa da Assunção de Nossa Senhora, que na Arquidiocese é venerada sob o título de Nossa Senhora da Glória.

O Papa João Paulo II, através de Breve Pontifício, editado em  14 de Janeiro de 1995, a pedido do então Arcebispo Metropolitano Dom Jaime Luiz Coelho, instituiu Nossa Senhora da Glória como Padroeira da Arquidiocese e da cidade de Maringá.

As normas para a celebração das festividades da Padroeira da Arquidiocese foram definidas por Decreto do Arcebispo Dom Anuar Battisti, no dia 15 de Agosto de 2009.

Sempre no dia 15 de Agosto, como é feriado municipal, na parte da tarde há a celebração solene da Assunção de Nossa Senhora, na Catedral Metropolitana, para a qual devem acorrer todas as paróquias da cidade. Essa celebração é precedida, todos os anos, de uma Novena, da qual todos os fiéis são estimulados a participar.

A Frase da Semana homenageia a Padroeira de Maringá e deseja que estes dias sejam de crescimento espiritual e afervoramento, pois a verdadeira Glória de Maria é o Reino de Cristo entre nós.

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Basta somente a oração?

Entre tantas luzes que emanam de Santa Teresinha, podemos contemplar a doçura e a piedade. Bastará deitar os olhos para as páginas cativantes de “A história de uma alma’’, ou então, “Cartas de Santa Teresa do Menino Jesus” que ficamos extasiados por ver brilhar tais virtudes.

No entanto, podemos nos perguntar: tais virtudes foram, por si, suficientes para fazer da “Santinha de Lisieux” a grande Santa, Vítima do Amor Misericordioso? Consideremos estas linhas por ela escritas: “Li há tempos que os israelitas construíam as muralhas de Jerusalém trabalhando com uma das mãos e empunhando na outra a espada. Eis aqui uma imagem do que devemos fazer: trabalhar apenas com uma mão, reservando a outra para defender nossa alma dos perigos que possam impedir a união com Deus” (1).

Santa Teresinha do Menino Jesus

A partir destas palavras, podemos discernir em Santa Terezinha, cheia de doçura e piedade, uma vida marcada pelo zelo e bondade aplicadas à salvação das almas e de oração fervorosamente bem levada. Mas em sua existência não faltou outra virtude: vigilância. Sim, vigilância! Ela seguiu fielmente a recomendação do Salvador: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação” (Mt 26,41).

Que proveito podemos tirar, a exemplo Santa Teresinha, destas palavras de Nosso Senhor?

São Bernardo nos aponta um: Aquele que combate Israel não dorme nem dormita. Todo o intuito, todo o afã das milícias espirituais em sua guerra contra nós e o de conduzir-nos e por-nos em seu caminho para que as sigamos e nos levem a desastroso fim que lhes está destinado”. Sobre estas palavras, comenta Mons. João Clá Dias: “Essa é uma das razões pelas quais devemos cuidar de nossas almas em quaisquer circunstâncias de nossa existência, quer seja na calmaria da clausura de um convento contemplativo, ou na mais intensa das atividades no mundo’’. (2)

Com efeito, a leitura do Santo Evangelho do XIX Domingo do Tempo Comum traz luzes que nos auxiliam a enfrentarmos o “bom combate” por Amor a Nosso Senhor:

Imagem de Nossa Senhora de Fátima

“Bem-aventurados aqueles servos, a quem o Senhor quando vier achar vigiando. Na verdade vos digo que se cingira, os fará por a sua mesa e, passando por entre eles, os servirá” (Lc 12, 37).

Peçamos a Nossa Senhora que obtenha de Jesus a graça de sempre nos ”achar vigiando”, seja qual for a ocupação que estejamos desenvolvendo, até o bendito dia de nosso encontro com o Senhor.

Por Adilson Costa da Costa

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(1) Santa Teresa de Lisieux. Conseils et souvenirs. Lisieux: Office central de Lisieux, 1954, p. 74 e Conselhos e Lembranças, Editora Paulus, 2012, 9ª. ed.

(2) Mons. João S, Clá Dias, EP. O inédito sobre os Evangelhos. v. VI, Coedição internacional de Città del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, São Paulo: Instituto Lumen Sapientiae, 2012, p. 271.

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Revista Arautos em Foco – Agosto 2013

Resenha Mensal

da Revista

Arautos do Evangelho

N. 140

Agosto 2013

Capa: Duas semanas de missão no coração da África

A foto de capa (1) da Revista Arautos do Evangelho de Agosto de 2013 ilustra o trabalho missionário realizado por duas semanas, entre o final do mês de Junho e início do mês de Julho por dois arautos canadenses, Sr. François Boulay e Sr. Joseph Bassi, em Ruanda, em pleno coração da África. “A população dessa antiga colônia belga, majoritariamente católica ainda sofre as sequelas do conflito armado (ocorrido em meados dos anos 90, que levaram à morte quase um milhão de habitantes), mas procura superar as dificuldades do dia a dia, com admirável espírito de Fé, ânimo e galhardia”. Foram dias de intenso trabalho missionário, mas os frutos colhidos compensaram o esforço empreendido e os missionários comoveram-se ao verem as “manifestações de Fé presenciadas nesse país tão sofrido e ao mesmo tempo tão cheio de vida”.

O Editorial – “Quem precisa do médico” – faz referência à “universalidade da ação santificadora de Jesus”, ou seja, Jesus veio para curar a todos, sem distinção de classe social; em suas magníficas parábolas, todos são contemplados: pobres, ricos, nobres e plebeus. “Enfermos de espírito existem em todas as classes e todos os meios”; todos imploram os remédios do divino Médico das almas. “Quem ousaria desprezar os pobres e pequenos, amados por Deus com tanta ternura?” Quem se atreveria a excluir os ricos e condená-los como maus, se também a eles foi oferecido o carinho divino?

Voz do Papa traz excertos da Audiência Geral do Santo Padre de 12/06/2013 e do discurso preparado para os representantes das escolas dos jesuítas na Itália e Albânia, proferido em 07/06. Na Audiência geral o Papa Francisco lembra que Deus nos convoca a fazer parte do seu povo. E que missão tem esse povo? A de levar ao mundo a esperança e a salvação de Deus; ser sinal do amor de Deus que chama todos à amizade com Ele: “Ser Igreja quer dizer ser o fermento de Deus nesta nossa humanidade; significa anunciar e levar a salvação de Deus a este nosso mundo”, que muitas vezes se sente perdido, necessitado de respostas que animem, que infundam esperança e que deem um vigor renovado no caminho”.

No Comentário ao Evangelho ao XVIII Domingo do Tempo Comum, Monsenhor João Clá Dias, Fundador dos Arautos, lembra que “diante dos prazeres, até legítimos, que a vida nesta Terra pode oferecer, facilmente o homem se esquece da eternidade para a qual foi criado”. Lembra Mons. João Clá que é grande a tentação de acumular bens, “apesar de eles nos afastarem de Deus e da eternidade, podendo fazer com que nos esqueçamos que a nossa vida nesta Terra é muito breve: “Nossa atenção não pode fixar-se só neste mundo e esquecer o outro”.

Artigo do Arauto Millon Barros de Almeida reflete, a partir do estudo das cartas de São Paulo, de teólogos e do Concílio Vaticano II, sobre a beleza da Comunhão dos Santos, um dos artigos do Credo: “No maravilho universo da Comunhão dos Santos, o mais insignificante de nossos atos, realizado na caridade, reverte em proveito de todos os fiéis; e todo pecado pesa negativamente nessa comunhão”.

Arautos no Brasil destaca a atuação dos jovens dos Arautos do Evangelho em variadas situações por todo o Brasil: Maceió (AL), Maringá (PR), Joinville (SC) e no Estado do Rio de Janeiro, onde foram realizadas, em três cidades, algumas edições das Tardes com Maria, que visam promover um aumento da Devoção à Mãe de Deus, através do Apostolado do Oratório.

A seção Arautos no Mundo aborda a participação dos Arautos nas procissões de Corpus Christi em Roma e em Veneza, na Itália. Também no Brasil os Arautos se fizeram presentes em várias procissões. No México missionários arautos conduziram a Imagem Peregrina do Imaculado Coração de Maria a numerosas instituições de ensino do Distrito Federal.

Neste número do mês de Agosto/13, a partir da página 32 é narrada, pela Irmã Juliane Campos, EP, a linda história de São João Berchmans, nascido na Bélgica no último ano do século XVI. Passou com admirável serenidade por tudo quanto se pode chamar de decepções humanas; não teve tempo de ser missionário, nem foi o grande teólogo almejado. Mas realizou plenamente seu ideal sobrenatural: ser um grande santo. Foi ao Céu com apenas 22 anos.

Queremos histórias de tia Lucilia…” (p. 36) Os contos maravilhosos são indispensáveis para apurar o senso artístico das crianças, elevar seu espírito, aguçar-lhes a perspicácia e estimular-lhes sadiamente a imaginação. Dona Lucilia sabia narrá-los com tato e bom gosto notáveis.

Ainda muitas outras seções, notícias e matérias na Revista Arautos do Evangelho n. 140, de Agosto: notícias da Igreja no mundo, os santos de cada dia; a palavra dos Pastores, onde Dom Braulio Rodríguez Plaza, arcebispo de Toledo, Espanha, explica o que Tradição e comunhão eclesial; História para crianças… ou adultos cheios de Fé? e outros artigos e seções, muito bem ilustrados e riquíssimos de conteúdo doutrinário.

Por isso, querido leitor, você é convidado a ler a Revista Arautos do Evangelho em sua totalidade!

Faça a sua assinatura, contatando a Sede Regional dos Arautos, em Maringá, através do telefone (44) 3028-6596, ou através deste BLOG e daremos as informações detalhadas. Leia a Revista em seus momentos de descanso, de reflexão, de estudo. Esta é uma excelente maneira de falar de Deus em família!

Salve Maria! Até o próximo mês.

 Por João Celso

A Revista Arautos do Evangelho nasceu em 2002, um ano após os Arautos receberem do Papa a aprovação Pontifícia.

Com o intuito de levar aos lares do mundo inteiro a Palavra de Deus, as principais notícias da Igreja e um conteúdo completo baseado nos ensinamentos da Santa Sé, a Revista Arautos traz em suas páginas artigos para todas as idades e visa, sobretudo, a formação católica da família.

A Revista Arautos é instrumento de evangelização e expressa o carisma dos Arautos do Evangelho”.

 (www.revistacatolica.com.br)


(1) Matéria completa, a partir da página 24 do referido número da Revista.

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