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VII Domingo do Tempo Comum

Resumo dos Comentários de Mons. João Scognamiglio Clá Dias, no Inédito Sobre os Evangelhos.

Chamados ao verdadeiro heroísmo.

A vida sobrenatural em nós é passível de crescimento, na medida em que rezemos e nos esforcemos na prática da virtude, evitando as ocasiões de pecado e frequentando os Sacramentos. Mais que em outras épocas históricas, vivemos cercados de perigos que ameaçam nossa perseverança. Para resistir a todas essas solicitações do demônio, do mundo e da carne, é indispensável alimentar um grande desejo de alcançar o heroísmo da perfeição.

No Céu nos está reservado um lugar que poderemos ocupar com mais ou menos brilho, dependendo da fidelidade com que busquemos ser “perfeitos como o nosso Pai Celeste é perfeito”. A conhecida máxima de Paul Claudel, “a juventude não foi feita para o prazer, mas sim para o heroísmo”, em matéria de virtude, não é uma obrigação exclusiva dos jovens, mas de todos os homens, sem exceção.

Essas disposições, nós a encontramos em abundância na vida dos Santos. São Francisco de Sales, já sendo Bispo de Genebra se deparou com um nobre que o cumulou com as maiores ofensas, às quais ele nada respondeu, guardando um silêncio cheio de doçura e serenidade. Após a saída do visitante, um sacerdote que presenciara a cena perguntou a São Francisco porque não reprimira o insolente com firmeza. “Meu Padre – respondeu o Santo – “fiz um pacto com minha língua, pelo qual ela se calará quando o meu coração estiver tomado e não replicará jamais a nenhuma palavra capaz de me provocar cólera”. Como era a sua pessoa que estava em jogo, ele jugulou o amor-próprio e conservou-se impassível. Dias depois, o culpado, comovido com a caridade do Bispo, veio em lágrimas pedir-lhe perdão. É assim que devemos ser!

Disso deu exemplo também o Prof. Plínio Corrêa de Oliveira, grande admirador de São Francisco de Sales. Ele se mantinha permanentemente no espírito do Evangelho, mesmo diante dos sofrimentos causados por pessoas próximas. Devido às restrições de movimentos, em consequência de um acidente automobilístico, precisava ele de auxílio para alguns atos da vida cotidiana. Seu inteiro desapego levava-o a nem sequer escolher as roupas a serem usadas, deixando a outros tal tarefa. Por vezes a escolha inadequada o levava a usar um terno leve em um dia de frio, ou um terno de inverno em tempo de calor, o que ele aceitava, enfrentando os incômodos sem jamais se queixar.

Ao admirar tais fatos, não podemos nos esquecer de que o verdadeiro heroísmo da virtude é inseparável da entrega completa nas mãos de Deus, tendo consciência de que qualquer ato bom vem da graça, e não da natureza humana. Nós também somos chamados a seguir este caminho: ser perfeitos como o deseja o Pai Celeste, cujo auxílio para tal não nos há de faltar!

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