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CAPS e Infância Missionária visitam Presépio

O Presépio de Som, Luz e Movimento dos Arautos recebeu nestes dias a visita de um grupo paroquial da Infância Missionária. O grupo mostrou-se muito animado e interessado com a história do Menino Jesus, que segundo comentários de alguns visitantes, é uma catequese viva.

Para os Arautos foi também uma grande alegria receber estes jovens que se propõem a serem missionários, num mundo em que estes são tão poucos, mesmo entre os adultos. Parabéns e sejam perseverantes em sua missão!

Destacamos outra importante visita recebida: o grupo do CAPS de Maringá, Centro de Atenção Psicossocial. Profissionais e pacientes ficaram muito felizes e agradecidos, tendo sido agendada uma Tocata Natalina nesta instituição, que presta um serviço necessário, exigente e muito louvável a estes nossos “irmãos pequeninos”, merecedores de todo respeito e dignos cuidados.

Este foi um momento de muita bênção e serenidade, e os Arautos ganharam novos amigos muito especiais. Desejamos a todos da equipe do CAPS um Natal repleto da presença do Menino Deus e um ano novo cheio de Suas bênçãos.

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Novas Tocatas Natalinas

Caro leitor, trazemos aqui neste post o relato de algumas das muitas tocatas de Natal que estão sendo realizadas no período natalino.

Na Receita Estadual, que estava belamente decorada para este período do ano, foram executadas algumas músicas no hall de entrada, com breves explicações sobre sua origem e significado; após o pronunciamento de autoridades os Arautos seguiram tocando pelos corredores que conduzem às salas de trabalho e demais dependências da Instituição. Em seguida deu-se um alegre convívio por ocasião da cortesia de um lanche, tão gentilmente ofertado pelos membros servidores.

Na Praça dos Expedicionários, mais conhecida como “Praça do Café Cremoso”, os Arautos realizaram uma apresentação de músicas natalinas em parceria com a Secretaria da Cultura. Alguns assistiram da praça e outros de “camarote” nos prédios de apartamentos que circundam a praça.

Agradecemos ao Secretário da Cultura de Maringá, Sr. Jovi Barbosa e a seus assistentes pela simpatia, apoio e presença, inclusive na apresentação realizada com os Arautos na chegada do Papai Noel à cidade, na Praça da Catedral, também promovida pela Secretaria. Um ótimo Natal para todos e um ano nova cheio de novas realizações!

No dia 7 de Dezembro os Arautos do Evangelho tiveram a honra de tocar várias músicas de Natal percorrendo os corredores de um local onde Alguém muito especial nos esperava: o próprio Jesus Cristo. Isto mesmo! Em cada quarto ou enfermaria do Hospital Universitário, lá estava Ele na pessoa de cada um dos enfermos. Não nos esqueçamos do Ele disse e poderá um dia nos repetir: “Estive(…) enfermo e me visitastes”. (Mt 25,36)

Alguns dias depois, recebemos a notícia de que uma das crianças recém-nascidas que estavam internadas no setor da maternidade, obteve alta. Sua mãe agradeceu a visita da tocata nesta hora tão delicada de sua vida e de sua filha. São as graças do Natal  trazidas pelo Menino Jesus…

Outra tocata especial, para pessoas  especiais, foi realizada no CAPs, Centro de Atenção Psicossocial, entidade que dá assistência a pessoas com problemas também especiais.

Para fazer surpresa, a banda entrou na instituição já executando músicas e depois continuou a apresentação em uma agradável varanda, que nos trouxe a curiosa impressão de estarmos tocando dentro de um presépio, cercados por olhares curiosos e agradados dos presentes, que como quê faziam as vezes dos pastores e dos reis magos.

Alguém, no entanto, poderia perguntar: e o Menino Jesus, onde estava? Qualquer um que viveu aquele momento poderia dizer: Ele se fez presente em nossos corações! Quem não conhece esta Instituição e o trabalho que realiza deveria fazê-lo, para admirar e… também ajudar!

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Frase da Semana – Natal

E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós”

(Jo 1, 14)

Comenta S. Luís Maria Grignion de Montfort, em seu magistral Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem que “Deus Pai só deu ao mundo seu Unigênito por Maria. Suspiraram os patriarcas, e pedidos insistentes fizeram os profetas e os santos da lei antiga, durante quatro milênios, mas só Maria o mereceu, e alcançou graça diante de Deus, pela força de suas orações e pela sublimidade de suas virtudes”(1).

Portanto, após tão longa espera, é chegado o momento em que a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, por Obra do Espírito Santo, deve nascer e redimir a humanidade de toda a culpa passada. Nessa singela e, ao mesmo tempo, sublime Frase de São João Evangelista está descrito o acontecimento mais grandioso da História. “Suas despretensiosas palavras sintetizam o rico e insondável conteúdo do grandioso mistério comemorado a cada 25 de dezembro: na obscuridade das trevas do paganismo, raiou a aurora de nossa salvação. Fez-Se homem o Esperado das nações, Aquele que tinha sido anunciado pelos profetas”(2).

Como explicar, ou, como entender, todo o significado deste Mistério? O Filho de Deus vir habitar entre os homens – e de uma forma exemplarmente humilde.

Considerando as imponentes manifestações da natureza que acompanhavam as intervenções de Deus no Antigo Testamento — o mar se abre, o monte fumega, o fogo cai do céu e reduz cidades a cinzas —, resulta surpreendente constatar a humildade e discrição com que Cristo veio ao mundo.

Não teria sido mais condizente com a grandeza divina que, na noite de Natal, sinais magníficos marcassem o acontecimento no Céu e na Terra? Não poderia, ao menos, ter nascido Jesus num magnífico palácio e convocado os maiores potentados da Terra para prestar-Lhe homenagens? Bastar- Lhe-ia um simples ato de vontade para que isso acontecesse…

Mas, não! O Verbo preferiu a gruta a um palácio; quis ser adorado por pobres pastores, ao invés de grandes senhores; aqueceu-Se com o bafo dos animais e a rudeza das palhas, em lugar de usar ricas vestes e dourados braseiros. Nem mesmo quis dar ordem ao frio para que não O atingisse. Num sublime paradoxo, desejava a Majestade infinita apresentar-Se de forma exemplarmente humilde.(3)

“Pode haver ser humano mais frágil do que uma criança, habitação mais simples do que uma gruta e berço mais precário do que uma manjedoura? Entretanto, a Criança que contemplamos deitada sobre palhas na gruta de Belém haveria de alterar completamente o rumo dos acontecimentos terrenos”.(4)

Que o Nascimento do Menino Jesus neste Natal renove em todos nós a Esperança; ilumine nossa Fé e fortaleça a nossa Caridade, para que Ele possa, de fato, habitar para sempre em nossas vidas! Que Maria Santíssima, que mereceu receber o Salvador diretamente das mãos do Pai, nos ajude a sermos verdadeiros cristãos. Feliz Natal!

Salve Maria!

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(1)  S. Luís Maria Grignion de Montfort. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, n. 16.
(2)  Arautos do Evangelho. O verdadeiro significado do Natal. Revista Arautos do Evangelho n. 96, Dezembro/2009. Páginas 19 a 21. Disponível em: http://www.arautos.org/especial/21841/O-verdadeiro-significado-do-Natal.html
(3)  Idem.
(4)  Idem.

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O milagre do Natal em Maria Santíssima

Haverá no ano tempo mais belo que o do Santo Natal? Entre tantos e tantos aspectos, contemplemos apenas três luzes que irradiam do Evangelho no qual se relata o nascimento do Menino Jesus, narrado por São Lucas.

Assim descreve o evangelista: “Enquanto estavam em Belém, completaram-se os dias para o parto, e Maria deu à luz o seu Filho primogênito. Ela O enfaixou e O colocou na manjedoura” (Lc 2, 6-7).

Com efeito, sabemos que uma das maiores glórias de Nossa Senhora é sua Imaculada Conceição: “A completa isenção do pecado original concedida a Maria Santíssima, por um privilégio especial, desde o primeiro instante de sua existência: eis o que é a Imaculada Conceição” (1). Ora, um dos efeitos do pecado original, para os descendentes de Adão e Eva, é justamente para a mulher que vai dar à luz, sofrer as dores do parto. Por isto está escrito no Gênesis: “Deus disse para a mulher: Vou fazê-la sofrer muito em sua gravidez: entre dores, você dará à luz seus filhos” (Gen 3, 16a).

Este sofrimento não o teve a Mãe de Deus. Esta luz do Evangelho é assim comentada por Mons. João Clá Dias, EP: “Este belo trecho deixa transparecer a profissão do Evangelista. Com efeito, ele era médico. Sabia que uma mãe, ao dar à luz, não tem forças para preocupar-se diretamente com o recém-nascido. São Lucas, portanto, ao afirmar ter sido Nossa Senhora quem tratou o menino – ‘O enfaixou e O colocou na manjedoura’ – deseja ressaltar que o parto foi indolor, não trazendo consigo os estigmas do pecado original. Esta ideia é sublinhada também pelo fato de Maria não ter se preocupado em banhar seu Filho. Nasceu Ele com tanta luz, que a Mãe O enfaixou imediatamente” (2) [sublinhado nosso].

Quantas graças há naquela que é a Imaculada Conceição: ao dar a luz ao Menino Jesus, por obra do Espírito Santo, sem romper o selo de sua virgindade e sem as dores do parto, Nossa Senhora, “a mais terrível inimiga que Deus armou contra o demônio” (3), reuniu em si as duas maiores glórias do gênero feminino: a virgindade e a maternidade.

Virgindade à qual Ela amou tanto que chegou a alegá-la ao celeste arcanjo Gabriel que lhe anunciava a honra inefável da maternidade divina; virgindade tão amada por Deus, que o Espírito Santo ao cobri-la com sua sombra, praticou o milagre indivisivelmente sublime de a preservar.

Nossa Senhora é, pois, o modelo perfeito das mulheres, das mães e das virgens consagradas a Deus.

Eis aqui três luzes desta estrela, três glórias de Maria Santíssima, que somos convidados a contemplar a propósito do nascimento do Menino Jesus: a Imaculada Conceição, a Virgindade perpétua e a honra incomparável de ser a Mãe de Deus.

Por Adilson Costa da Costa

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(1) BERNARD. Le Mystère de Maria. Bruges: Desclée de Brouwer, 1954, p. 57.
(2) Mons. João S. Clá Dias, EP. O evangelho do nascimento do Menino Jesus… In: _____. O inédito sobre os Evangelhos. v. I, Coedição internacional de Città del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, São Paulo: Instituto Lumen Sapientiae, 2013, p. 89.
(3) São Luís Maria G. de Montfort. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, 14ª ed. Petrópolis: Vozes, 1985, p. 54-55.

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Vigília do Santo Natal: um momento de reflexão

Não é raro encontrarmos pessoas que, neste mundo onde a ostentação, busca de prestígio e vanglória permeiam os corações insensatos, procuram esconder sua ascendência por serem de condição humilde. Como cresceram monetariamente, esquivam-se de seus parentes pobres, pois consideram isso uma humilhação perante os demais. Um tanto menos numerosos são aqueles que, tendo entre seus ascendentes pessoas que se desvirtuaram pelas sendas do pecado e caíram miseravelmente nas armadilhas do demônio, rechaçam-nas sem compaixão e, menos ainda, rezam por elas.

No entanto, vemos esta mesma situação sob uma perspectiva impressionante e incomparável, na leitura da Missa da Vigília de Natal, narrada por São Mateus (Mt 1, 1-25), posta a Pessoa inserida e central: temos aí a genealogia do Menino Deus, que registra não só pessoas pobres (o exemplo máximo: São José, que obtinha com dificuldades o sustento da Sagrada Família), mas pessoas escandalosamente criminosas e pecadoras. Para citar apenas dois personagens: o rei Davi e seu filho, o Rei Salomão. Aquele se uniu ilegitimamente à esposa de Urias e levou seu pecado ainda mais longe, tramando a morte do fiel general de seus exércitos. E o Rei Salomão, que recebera o dom da Sabedoria, caiu em idolatria, abandonando a Lei do Senhor (I Re 14,23).

Diante desta especialíssima genealogia, entremeada por luzes e trevas, Mons. João Clá Dias, EP, apresenta-nos a seguinte questão: “Ao constatar todas essas abominações [incluindo as que aqui foram citadas] ficamos impressionados e logo nos perguntamos qual a razão de Deus as haver tolerado. Por que teria o Salvador consentido e querido que na sua linhagem constasse gente de vida dissoluta? Ele conhecia esses horrores desde toda a eternidade e podia eliminá-los num instante” (1).

E responde com São João Crisóstomo: “Ele veio à Terra não para fugir de nossas ignomínias, senão para tomá-las sobre Si” (2)

E Monsenhor João acrescenta: “Assim, ele põe um ponto final nesse encadeamento de misérias com uma glória extraordinária, porque se os homens fossem perfeitos não se justificaria a Redenção, conforme canta a Igreja na Liturgia da Páscoa: ´Ó pecado de Adão indispensável, pois o Cristo o dissolve em seu amor; ó culpa tão feliz que há merecido a graça de um tão grande Redentor!`” (3)

Peçamos, neste Santo Natal, que o amor infinito do Menino Deus, pelos rogos de Nossa Senhora de Belém e de São José, dissolva nossos pecados e nos faça sentir toda a sua bondade, misericórdia e perdão.

Por Adilson Costa da Costa

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(1) Mons. João S. Clá Dias, EP. Ele veio salvar os pecadores… In: _____. O inédito sobre os Evangelhos. v. I, Coedição internacional de Città del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, São Paulo: Instituto Lumen Sapientiae, 2013, p. 83
(2) São João Crisóstomo. Homilia III, n. 2. In: Obras. Homilias sobre el Evangelio de San Mateo (1-45). v. I, 2. ed. Madrid: BAC, 2007,  p. 42.
(3) Mons. João S. Clá Dias, EP., idem, p. 83-84
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