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Filhos da Luz

“Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz.”

(Ef 5,8)

Durante o Tempo da Quaresma somos especialmente convidados à conversão, à mudança de vida. O versículo da carta de São Paulo aos Efésios que ilustra a Frase da Semana reflete esse convite. Como o cego de nascença, curado por Jesus (Cf. Jo 9,1.6-9.13-17.34-38), nos tornamos, pelo Batismo, filhos da luz e passamos do mundo das trevas do paganismo para o mundo da luz, representada pela Fé cristã.

Na carta aos Efésios, São Paulo vai além: se somos filhos da luz, devemos viver e agir como tal, abandonando e desmascarando “as obras das trevas” (Ef 5,11). Ou seja: somos filhos de Deus e toda a nossa vida deve revelar nossas convicções e nossa Fé, de maneira que Cristo resplandeça em nossas vidas, iluminando também os nossos irmãos.

É claro que levar a vida como filhos da luz exigirá esforço de nossa parte. Para nos ajudar nessa luta, “a Igreja nos proporciona um particular alento para avançarmos com ânimo resoluto na vida espiritual. Às vezes fraquejamos, deixamo-nos arrastar por nossas más inclinações e sentimos periclitar nossa perseverança nas vias da santificação” (1). Mas, “se Deus permitiu que caíssemos numa debilidade, Ele está atento para intervir a qualquer instante e restaurar em nós a vida divina. Com as orações e a mediação maternal de Maria, nos encontraremos purificados para contemplar a luz do Círio Pascal, símbolo também dessa Luz que nos foi dada com a Ressurreição de Cristo e que nos vem através dos Sacramentos”. (2)

Viver como filhos da luz é também um convite para o apostolado, portanto, “esforcemo-nos, pois, em ajudar os outros a recuperar a vista espiritual, porque, assim, poderão contemplar os reflexos da luz divina na criação e ordenar sua vida em função desse luzeiro que é Cristo Jesus e a Santa Igreja Católica Apostólica Romana”(3)

Salve Maria!

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(1) Mons. João S. Clá Dias, EP. A pior cegueira…. In: _____. O inédito sobre os Evangelhos. v. I, Coedição internacional de Città del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, São Paulo: Instituto Lumen Sapientiae, 2013, p. 229.

(2) Idem, ibidem.

(3) Idem, ibidem.

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