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I Domingo da Quaresma, Ano B – Mons. João Clá Dias

“Convertei-vos e crede no Evangelho!”

O demônio tenta a Jesus no deserto – Santuário do Tibidabo, Barcelona (Espanha)

No concernente a essa conversão, é mister nos acautelar de um perigoso erro. Em nossa vida espiritual, falta-nos muitas vezes a compenetração da necessidade de sermos santos. Não raro procuramos ser simplesmente corretos, esquecendo a exortação do Concílio Vaticano II, tantas vezes repetida: “Jesus, mestre e modelo divino de toda perfeição, pregou a santidade de vida, de que Ele é autor e consumador, a todos e a cada um dos seus discípulos, de qualquer condição: ‘sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito’ (Mt5,48).”
“Gravíssimo erro comete” – ensina Santo Afonso Maria de Ligório – quem sustenta que Deus não exige que todos nós sejamos santos, pois São Paulo afirma: ‘Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação’ (I Tes 4,3). Quer Ele que sejamos todos santos, cada qual conforme o seu estado: o religioso como religioso, o leigo como leigo, o sacerdote como sacerdote, o casado como casado, o comerciante como comerciante, o soldado como soldado, e o mesmo se diga de todos os demais estados e condições de vida”.
Peçamos ardentemente a Maria Santíssima a graça de uma autêntica conversão, isto é, a compreensão entusiasmada e admirativa do inefável amor do seu Divino Filho por cada um de nós, que nos leve a trilhar uma vida santa, a caminho do Céu.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Homilia Dominical por Mons. João Clá Dias do 1º Domingo da Quaresma (01/03/2009)

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Festa do Batismo do Senhor, Ano B – Mons. João Clá Dias

Exortação que permanece até o fim do mundo.

Batismo de Cristo – Igreja de Santo André, Bayonne (França)

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29), declarou São João Batista a dois dos seus discípulos, indicando Nosso Senhor Jesus Cristo que passava. São João Evangelista e seu irmão, São Tiago, que até então haviam seguido fielmente o Batista, compreenderam que Jesus era Aquele ao qual deviam entregar suas vidas. E deixando seu antigo mestre, procuraram logo o Senhor, pedindo-Lhe permissão para O acompanharem e viver com Ele.


Pelos séculos dos séculos, essas palavras do grande “profeta da penitência” ressoarão no mundo, convidando todos os homens a também colocarem seus olhos no Divino Salvador, a se encontrarem com a figura d’Ele e – como católicos fiéis – a seguirem seus mandamentos, até o momento em que forem chamados para estar definitivamente com Ele, na vida eterna.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Homilia Dominical por Mons. João Clá Dias da Festa do Batismo do Senhor

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XXXIV Domingo do Tempo Comum, Ano A – Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo – Mons. João Clá Dias

Uma resolução inadiável!

Cristo Rei – Igreja de Santo Domingo, Cuenca (Equador) Foto: Juan Carlos Villagómez

Nas leituras dos dias anteriores, Jesus insiste na necessidade de estarmos preparados para o momento de comparecer ante o tribunal divino. Nesse sentido é a parábola das virgens tolas e das prudentes, com a qual se inicia o capítulo 25 de São Mateus. O mesmo se diga da parábola dos talentos, que vem logo a seguir, ambas ilustram o discurso escatológico iniciado no capítulo 24 do mesmo Evangelista, quando nosso Redentor adverte para os acontecimentos que marcarão o fim do mundo: “como o relâmpago parte do Oriente e ilumina todo o Ocidente, assim será a volta do Filho do Homem” (Mt 24,27).
Era natural que, na sequência desses ensinamentos, ele passasse a descrição do último ato da história da humanidade: o Juízo Final.
Ao nos revelar o mistério do tribunal divino, Jesus demonstra sua infinita bondade para conosco. Seu objetivo, de nos alertar de maneira tão veemente, quanto a condenação ao fogo eterno, é evitar para nós a desgraça eterna e levar-nos para junto d’Ele, na felicidade do paraíso.
Profundamente gratos, tomemos sem demora a firme resolução de Lhe rogar as graças necessárias para reprimirmos nossas más paixões, evitar o pecado e praticar a virtude. De tal modo que possamos ouvir de seus lábios adoráveis, este celestial convite: “Vinde benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo!”.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Homilia Dominical por Mons. João Clá Dias do 34º Domingo do Tempo Comum – Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo (23/11/2008)

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XXXII Domingo do Tempo Comum, Ano A – Mons. João Clá Dias

A Lâmpada de nossa alma brilha pelo azeite da virtude? Ou está ela apagada pela tibieza? Se assim for, no dia do Juízo o Divino Esposo dirá que não nos conhece!

Não deixemos para amanhã o que podemos fazer hoje, porque talvez ainda nesta mesma noite sejamos julgados! Profecia certa e segura é esta: todos morreremos. Dia e hora, porém, ninguém o sabe, pois até mesmo um doente à beira da morte ignora o instante em que esta lhe sobrevirá. Quem ousará prometer que irá acordar amanhã? Quem se atreverá a garantir que terminará de ler este artigo? Nosso destino é a morte, mas sua perspectiva nos auxilia a abandonar os apegos e nos arranca do caminho errado que abraçamos. Entrar pelas vias do vício é uma loucura, pois nada há na face da terra mais adverso a Deus do que o pecado, que nos impõe a sermos apanhados pelo justo Juiz no momento em que menos esperamos (Mt 24, 44-50; Lc 12,46), com as mãos vazias e as lâmpadas apagadas. E Ele dirá que não nos conhece!

Peçamos a Nosso Senhor Jesus Cristo, por intercessão de Maria Santíssima, a graça de sermos realmente vigilantes em nossos pensamentos, desejos e ações, visando a santidade em tudo. Assim estaremos sempre com a lâmpada abastecida de azeite.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

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Os Exercícios Espirituais necessários à Consagração a Jesus Cristo, pelas mãos de Maria

Pela intercessão sempre amorosa de Nossa Mãe Santíssima, estamos na reta final da preparação do segundo grupo que neste ano de 2014 realizará a sua Consagração a Jesus Cristo, pelas mãos de Maria, segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort, cuja solenidade se dará no Domingo, dia 08 de Junho de 2014.

Felizmente, além dos que fazem a sua Consagração, temos numerosas pessoas que expressaram o desejo de fazer a sua renovação anual da Consagração e, para isso, aproveitarão a mesma data.

Nesta semana, a partir da próxima terça feira, dia 06 de Maio, os consagrandos e também os que desejarem fazer a renovação, devem começar os 33 dias de exercícios espirituais preparatórios, conforme recomenda São Luís Maria no Tratado da Verdadeira Devoção. Esses dias de orações e meditações apenas se encerrarão no dia 07 de Junho (sábado), véspera da Consagração.

As orações propostas por S. Luís, bem como as datas respectivas serão listadas logo abaixo. Antes disso, gostaríamos de refletir um pouco a respeito dessa preparação. Façamos isto na agradável companhia do Tratado da Verdadeira Devoção, do qual pode-se dizer que se trata de um dos principais livros de Mariologia já escritos, vivamente aprovado e recomendando pelos Papas e por nossos Pastores.

No capítulo VIII do Tratado, a partir do n. 226 (a página pode variar conforme a edição), São Luís trata da importância de algumas práticas exteriores:

226. Se bem que o essencial desta devoção consista no interior, ela conta também práticas exteriores que é preciso não negligenciar; tanto porque as práticas exteriores bem feitas ajudam as interiores, como porque relembram ao homem, que se conduz sempre pelos sentidos, o que fez ou deve fazer; também porque são próprias para edificar o próximo que as vê, o que já não acontece com as práticas puramente interiores. 

Nenhum mundano, portanto, critique, nem meta aqui o nariz, dizendo que a verdadeira devoção está no coração, que é preciso evitar exterioridades, que nisto pode haver vaidade, que é preferível ocultar cada um sua devoção, etc. Responde-lhes com meu Mestre: ‘Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus’ (Mt 5,16). Não quer isso dizer, como observa S. Gregório, que devamos fazer nossas ações e devoções exteriores para agradar aos homens e daí tirar louvores, o que seria vaidade; mas fazê-las às vezes diante dos homens, com o fito de agradar a Deus e glorificá-lo, sem preocupar-nos com o desprezo ou os louvores dos homens”. (1)

A partir do n. 227 São Luís explica longamente e com muita propriedade quais os propósitos dessas práticas exteriores: São 33 dias de preparação, consistindo em 12 dias preliminares, seguidos por três semanas. Nas reuniões preparatórias, temos procurado detalhar esses exercícios espirituais, fornecendo, inclusive, material próprio às meditações.

No sentido de que os consagrandos tenham um resumo à disposição um resumo dos exercícios, através da rápida consulta ao Blog dos Arautos de Maringá, gostaríamos de confirmar, abaixo, o resumo das datas e das orações. Em caso de dúvida, sempre podem nos contatar ou buscar esclarecimentos nas reuniões. O mais importante é começar a preparação a partir deste dia 06 de Maio de 2014, terça feira.

Doze Dias preliminares:

Tema da meditação: empregados em “desapegar-se do espírito do mundo, contrário ao de Jesus Cristo”. (2)

Orações: “Vem, ó Criador Espírito” e “Ave do Mar Estrela”.

Período:  06 a 17 de Maio de 2014.

Primeira Semana:

Tema da meditação: “Durante a primeira semana aplicarão todas as suas orações e atos de piedade para pedir o conhecimento de si mesmo e a contrição por seus pecados”. (3)

Orações: Ladainha do Espírito Santo e Ladainha de Nossa Senhora.

Período: 18 a 24 de Maio de 2014.

Segunda Semana:

Tema da meditação: “Durante a segunda semana, aplicar-se-ão em todas as suas orações e obras cotidianas, em conhecer a Santíssima Virgem”. (4)

Orações: Ladainha do Espírito Santo; Ave, do Mar Estrela e um rosário ou ao menos um terço.

Período: 25 a 31 de Maio de 2014.

Terceira Semana:

Tema da meditação: “A terceira semana será empregada em conhecer Jesus Cristo”. (5)

Orações: Ladainha do Espírito Santo; Ave, do Mar Estrela; Oração de Santo Agostinho; Ladainha do Santíssimo Nome de Jesus; Ladainha do Sagrado Coração de Jesus.

Período: 01 a 07 de Junho de 2014.

Para fazermos bem este ato solene de entrega, temos também que fazer a preparação espiritual. Assim, S. Luís vai nos introduzindo no gosto da oração; como o curso de um rio, que depois percorrer muitos caminhos deságua finalmente no mar, assim também, nós, após no nosso “curso”, imploramos a graça de Deus para, finalmente, desaguar nas águas ternas e abundantes da verdadeira devoção à Nossa Senhora. “Deus Pai ajuntou todas as águas e denominou-as mar; reuniu todas as suas graças e chamou-as Maria”. (6)

Salve Maria!


(1) São Luís Maria G. de Montfort. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. 38ª. Ed. Petrópolis: Vozes, 2009. P. 217.

(2) Ibidem, p. 219

(3) Idem.

(4) Ibidem, p. 220

(5) Ibidem, p. 221

(6) Ibidem, p. 30

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