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A Festa de Todos os Santos

Na Igreja Católica Apostólica Romana, temos a graça de poder venerar vários santos canonizados, os quais são apresentados aos fiéis como exemplos a serem seguidos. Se a nossa vida está difícil, se a luta contra as nossas más tendências parece nos sufocar; se o progresso na vida espiritual nos custa muito esforço; se às vezes parece que o turbilhão do mundo irá nos afogar, etc. etc.; sempre temos os santos para nos ajudar e guiar nas batalhas.

Com efeito, é uma multidão de homens e mulheres, de carne e osso, nascidos no pecado original como nós, mas, que durante a sua vida, souberam contar com a Graça de Deus e, finalmente, triunfaram sobre todas as dificuldades.

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A missão dos Arautos

A missão dos Arautos do Evangelho: Levar a devoção a Maria e a Palavra do Evangelho a todos corações, servi a Cristo em nossos irmãos, uma profunda devoção ao Santíssimo Sacramento, a Maria e a Cátedra de São Pedro. Os Arautos querem servir a Santa Igreja onde quer que o Espírito Santo os envie. Fundada pelo Monsenhor João Clá Dias e aprovada pelo Santo Padre João Paulo II em 2001.

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Horários para as Missas do Santo Natal e Ano Novo

A Santa Missa no grandioso nascimento do Senhor

É para a glória de Deus que a criação foi feita. Sobretudo, os anjos e homens, os seres mais perfeitos da criação, são chamados a dar esta glória ao Criador. Mas, em que ocasião se deu esta maior glória de Deus?

Conforme nos ensina Mons. João Clá Dias, EP, “a maior glória que a humanidade e os próprios Céus poderiam dar a Deus realizou-se no grandio

Mons. João Clá celebrando a Santa Missa

Mons. João Clá celebrando a Santa Missa

so nascimento do Senhor. Toda a criação – nela incluída a Santíssima Virgem – reunida num só coro, jamais prestaria a Deus o louvor que se elevou do Menino Jesus em seu nascimento”. ¹

E continua o Fundador dos Arautos: “Antes de este ter-se dado, os cânticos de todos os seres eram débeis e sem eco. Com a vinda de Cristo, causa meritória e eficiente de nossa divinização, toda a obra da criação atingiu um patamar inimaginável. E tornando-Se Jesus centro e modelo, não apenas o cântico passou a ser outro, como Ele também começou a cooperar na infinita glorificação que o Pai deseja Lhe seja tributada”. ²

Ora, somos assim chamados, junto com o Menino Deus, a tomarmos parte ativa desta glorificação de Deus Pai. E a melhor forma é participarmos da Santa Missa – o culto por excelência – no dia em que celebramos o Santo Natal.

Santa Missa e Santo Natal! Que a Virgem Mãe e São José nos obtenham do Menino Deus as melhores e mais abundantes graças, na celebração da Eucaristia, de maneira a glorificarmos a Deus sempre mais, nesta vida e por toda a eternidade.

Horários das Missas de Natal e Ano Novo

24/12 – Missa da noite de Natal: 18:00

25/12 – Missa do dia de Natal: 18:00

31/12 – Missa às 18:00

1/1 – Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus – Missa às 18:00

Atendimento de Confissões

24/12 e 31/12 – Uma hora antes da Missa

25/12 e 1/1 – Uma hora antes da Missa

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¹ Mons. João S. Clá Dias, EP. Glória a Deus nas alturas. In: _____. O inédito sobre os Evangelhos. v. V, Coedição internacional de Città del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, São Paulo: Instituto Lumen Sapientiae, 2012, p.97.

² Idem, p. 97-98.

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Frase da semana: Em todas as tuas obras lembra-te dos teus novíssimos.

Em todas as tuas obras lembra-te dos teus novíssimos.

Livro do Eclesiástico, 7, 40

Inúmeros são os pensamentos, as ideais, convicções que preenchem e “alimentam” o nosso dia a dia e nos levam a praticar esta ou aquela ação. Atitudes e obras as mais diversas – numa perspectiva meramente humana e passageira – necessárias ou sem importância, boas ou, quiçá, más.

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No entanto, O Espírito Santo, no Livro do Eclesiástico, nos faz uma recomendação fundamental, para tudo aquilo que realizamos: “Em todas as tuas obras lembra-te dos teus Novíssimos, e nunca mais pecarás”. Ou seja, pensa naquelas últimas coisas que estão reservadas a cada um de nós: morte, juízo, inferno ou Paraíso.

“Em todas as tuas obras”, quer dizer, não somente quando rezamos ou vamos à Missa, fazemos jejum ou praticamos um ato de piedade, mas em tudo devemos nos lembrar e meditar sobre nosso fim último: a eternidade, o Céu.

É ou não verdade que, se cumprirmos com este conselho de Deus, teremos mais cuidado no que fazemos e assim Lhe agradaremos, evitaremos o pecado, e nos prepararemos para o Céu?

Mesmo as mais simples ações, como um trabalho físico ou algum estudo, o limpar uma sala, ou até fritar um ovo, em todas as obras, seremos mais felizes e poderemos constatar que na ponta de cada uma delas, haverá um grande prêmio, se a fizermos com intenção de glorificar a Deus, para o bem do próximo e, mediante isto, alcançarmos a salvação eterna!

Em outros termos, em nossas ações, “nosso único objetivo deve ser o de fazer a vontade de Deus a nosso respeito, e aí, sim, irmos ao encontro do ‘Filho do Homem vindo nas nuvens com grande poder e glória’”, conforme nos ensina Mons. João S. Clá Dias, ao comentar a vinda triunfal de Nosso Senhor Jesus Cristo, em seu Corpo glorioso, no fim do mundo.

Na realidade, esta Frase da Semana deveria ser a Frase de todos os nossos dias. E, após nossa morte, tendo passado pelo Juízo Particular, poderemos ouvir na felicidade plena a Voz do Salvador: “Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo” (Mt 25, 34b).

Que este seja o ideal e a meta de nossas vidas. Assim seja!


¹ Mons. João S. Clá Dias, EP. Não devemos buscar as glórias deste mundo como um fim. In: _____. O inédito sobre os Evangelhos. v. IV, Coedição internacional de Città del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, São Paulo: Instituto Lumen Sapientiae, 2014, p. 525.

Veja o Sermão pregado por Mons. João Clá Dias, no qual trata tema relacionado com a Frase da Semana, sobre a Palavra de Deus posta em prática e a segurança da salvação eterna em

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São Pio e o Anjo da Guarda

Não nos faltam explicitações profundas, objetivas e claras dadas pela Santa Igreja sobre os Anjos da Guarda e o quanto devemos a eles recorrer. Definições teológicas, ensinamentos dos Padres e doutores da Igreja, como São Tomás de Aquino, sobre estes nossos guardiões, constituem um tesouro magnífico da Doutrina Católica.

Tal é a importância dos anjos custódios que em 1608 o Papa Paulo V instituiu a festa dos Santos Anjos da Guarda, com vistas especialmente a estimular a devoção dos membros da Igreja a eles. A partir de 1670, o Papa Clemente X fixou a festa obrigatória no dia 2 de outubro.

No entanto, estes tão excelentes amigos nos são, por vezes, esquecidos. Como nossa existência seria melhor, repleta de paz e ânimo para enfrentar as dificuldades inerentes ao ser humano concebido no pecado original, se com nosso anjo da guarda tivéssemos maior familiaridade e a ele recorrêssemos!

Ora, justamente os santos bem compreenderam o papel destes puros espíritos, criados por Deus para nos proteger. Conforme comenta Mons. João Clá Dias, compreenderam esta realidade de que “as criaturas estão sempre conjugadas umas com as outras”. ¹ E argumenta: “Ora, não era possível que fosse criado o mundo angélico inteiramente separado do mundo humano. Tanto mais que cada criança, ao nascer, recebe um Anjo da Guarda”.²

São Pio de Pietrelcina

São Pio de Pietrelcina

Entre estes Santos, um especialmente viveu esta realidade mais elevada e foi agraciado com uma convivência muito familiar com seu anjo da guarda: São Pio de Pietrelcina.

Numerosos são os fatos de um convívio freqüente com o Anjo da Guarda relatados na vida de São Pio – favorecido, aliás, de muitos dons místicos, entre os quais, o de ter as chagas da crucifixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Eis um deles: “Um senhor, de nome Franco Rissone, sabendo do constante empenho de São Pio para que houvesse maior devoção aos Celestes Custódios, todas as noites, do hotel onde estava hospedado, enviara seu Anjo da Guarda ao Padre Pio para que lhe transmitisse as mensagens desejadas. Franco duvidava que o santo ouvisse seus recados.

Certo dia, ao confessar com São Pio, perguntou: ‘Vossa Reverendíssima ouve realmente o que lhe mando dizer pelo Anjo da Guarda?’ Ao que o religioso respondeu: ‘Mas então julgas que estou surdo?’. […]

“Ainda mais eloqüente é o fato ocorrido com outra senhora, chamada Banetti, camponesa que residia a alguns quilômetros da cidade de Turim, na Itália. No dia 20 de setembro, data em que se comemorava a recepção dos estigmas do Padre Pio, era costume que as pessoas mais devotadas ao santo confessor lhe enviassem cartas das mais variadas partes da Itália e até de outros países.”

“A senhora Banetti não encontrou quem fosse à cidade para pôr sua carta no correio. Encontrava-se aflita por não poder enviar seus cumprimentos a São Pio. Lembrou-se, entretanto, da recomendação que lhe fizera o santo, na última vez em que com ele estivera: ‘Quando for preciso, manda teu Anjo da Guarda ter comigo”. No mesmo instante dirigiu uma prece a seu Celeste Guardador: ‘Ó meu bom Anjo, levai vós mesmo os meus cumprimentos ao Padre, pois não tenho outra forma de mandá-los’.” [grifos nossos]

“Poucos dias depois, a senhora Banetti recebe uma carta vinda de San Giovanni Rotondo, lugar onde vivia São Pio, enviada pela senhora Rosine Placentino, com as seguintes palavras: ‘O Padre pede-me que lhe agradece em seu nome os votos espirituais que lhe enviaste’.” ³

Este relacionamento tão próximo que vemos entre São Pio e seu Anjo da Guarda é próprio a nos estimular a termos um convívio contínuo e crescente, cada qual, com seu anjo protetor. É para este convívio, aliás, que rezamos a tão conhecida oração:

“Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém.”

Sugerimos ao leitor ver o vídeo da homilia de Mons. João sobre “Nossa Relação com os anjos”, na qual explica a importância de recorrermos aos nossos angélicos protetores:

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¹ Mons João Scognamiglio Clá Dias. Homilia. São Paulo, 29 set. 2009. (Arquivo ITTA-IFTA). In Pe. Pedro Rafael Morazzani Arráiz (Org.). A criação e os Anjos. São Paulo: Instituto Lumen Sapientiae, 2015, p. 110.

² Mons. João Sconamiglio Clá Dias. Idem, p. 110.

³ Pe. Pedro Rafael Morazzani Arráiz (Org.). A criação e os Anjos. São Paulo: Instituto Lumen Sapientiae, 2015, p. 139.

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