By

São José: Quem o conhece?

No último final de semana do mês de Julho, os Cooperadores dos Arautos do Evangelho, também conhecidos como Terciários, foram surpreendidos pela pergunta que dá o título a este post: São José: Quem o conhece?

Certamente, todos os que tiveram a graça de participar do 13º. Congresso Internacional dos Cooperadores dos Arautos do Evangelho, realizado no Seminário Arautos do Evangelho – Thabor, localizado na Serra da Cantareira, em cujo complexo também se encontra a Basílica Menor Nossa Senhora do Rosário – todos responderiam de forma muito tímida em relação a seu próprio conhecimento a respeito das grandezas da Vocação do Patriarca da Santa Igreja e pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, o glorioso São José! De fato, após as brilhantes e entusiásticas exposições que tiveram lugar no Congresso, esse conhecimento foi aumentado exponencialmente.

Read More

By

Frase da Semana: Senhor, eu não sou digno…

 

“Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa”

(Lc 7,6)

Santo Afonso

Santo Afonso

Santo Afonso de Ligório em seu célebre tratado sobre a Oração[1], quando trata das várias condições para que a nossa oração seja atendida por Deus, estabelece que uma das condições principais é a humildade com que devemos pedir: “O Senhor atende às orações de seus servos, mas dos servos humildes (…) onde falta humildade, Deus não atende, pelo contrário, repele as orações dos soberbos”.[2].

A Frase da Semana destaca o pedido humilde do Centurião[3] (ou oficial Romano): “Senhor, eu não sou digno!”. Nessa frase, proposta pela Liturgia para o IX Domingo do Tempo Comum, o Evangelista São Lucas mostra o contentamento e admiração de Nosso Senhor Jesus Cristo, que não resiste em atender a esse pedido humilde: “Nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”.

É uma frase tão impactante, tão digna de registro que a Igreja a inclui na Santa Missa, e, assim, será repetida por todos os séculos, até o fim do mundo: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo”.

Read More

By

Frase da Semana – Sentar-se à mesa no Reino dos Céus

“Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa…”

(Mt 8,8)

“Nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé” (Mt 8,10), exclama Jesus, com divino entusiasmo ao elogiar a incisiva manifestação de fé do oficial romano que Lhe pede a cura de um empregado. De fato, poder-se-ia afirmar que esta confiança irrestrita depositada no poder de Nosso Senhor– sobretudo vindo de um pagão – foi motivo de alegria, de contentamento para o Divino Mestre, entre tantos descasos que Ele encontrara em muitos lugares, inclusive, sua terra natal, Nazaré.

Estamos adentrando no Tempo Litúrgico do Advento.

Explica Monsenhor João Clá Dias, Fundador dos Arautos do Evangelho: O “Tempo do Advento compõe-se de quatro semanas, representando os séculos e milênios que esperou a humanidade pela vinda do Redentor. Nesse período, tudo na Liturgia se reveste de austeridade – omite-se o Glória, os paramentos são roxos e as flores não enfeitam mais o interior dos templos – para lembrar ‘nossa condição de peregrinos, ancorados ainda na esperança’. (1)

Pois bem, justamente ao dar início ao tempo do Advento, a Liturgia nos propõe a reflexão deste belíssimo trecho do Evangelho de São Mateus (8, 5-11) (2)que a Frase da Semana traz a seus leitores. A Fé do oficial romano é humilde: reconhece a sua indignidade diante do Redentor. Mas é também confiante: não hesita por um instante sequer.

Portanto, é nessa condição de peregrinos que devemos procurar imitar a Fé do oficial romano: embora não sejamos dignos de que o Senhor entre em nossa casa, isto é, em nossa vida, em nossa alma, em nossa morada interior, esforcemo-nos para que a porta esteja sempre aberta. Que graça podermos dar esta alegria ao nosso Redentor e Salvador: a de possuirmos uma Fé viva e inabalável, para, finalmente, podermos nos sentar à mesa no Reino dos Céus (Mt 8,11).

Que a Virgem Santíssima, medianeira de todas as graças, nos ajude nesse propósito! Salve Maria!


(1) Monsenhor João Clá Dias, EP. O inédito sobre os Evangelhos. Comentários aos Evangelhos. vol. V,Coedição internacional de Cittàdel Vaticano: LibreriaEditrice Vaticana, São Paulo: Instituto LumenSapientiae, 2013, p. 24.

(2) Missa da segunda feira da primeira semana do Advento.

By

Frase da Semana – Nossa Senhora das Graças

“Os anéis dos quais não partem raios simbolizam as graças que se esquecem de me pedir”.

Nossa Senhora das Graças a Santa Catarina Labouré, Paris, 1830. 

Nossa Senhora revela a Santa Catarina Labouré, que muitas graças não nos não concedidas porque esquecemos de pedi-las!

Neste dia 27 de Novembro, celebramos, jubilosos, a festa de Nossa Senhora das Graças, ou, Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. Incontáveis milagres, que ocorrem em todo o mundo católico desde aquele longínquo ano de 1830,coroam as extraordináriasaparições de Nossa Senhora à humilde religiosa da Congregação das Filhas da Caridade, Santa Catarina Labouré, ocorridas em Paris, na França. Como consequência da fidelidade e perseverança de Santa Catarina, lutando contra todas as correntes, “a Medalha Milagrosa foi cunhada e espalhou-se com maravilhosa rapidez pelo mundo inteiro, e em toda parte foi instrumento de misericórdia, arma terrível contra o demônio, remédio para muitos males, meio simples e prodigioso de conversão e santificação”, conforme comenta Monsenhor João Clá Dias, Fundados dos Arautos do Evangelho. (1)

Entre os vários aspectos relacionadosà manifestação da misericórdia insondável da Mãe de Deus – através da invocação de Nossa Senhora das Graças – há um, em particular, que chama a atenção: As graças que Ela quer nos conceder, mas que nos esquecemos de pedir. De fato, na segunda aparição à Santa Catarina, Nossa Senhora, fê-la ver “em seus dedos anéis revestidos de belíssimas pedras preciosas, cada uma mais linda que a outra, algumas maiores, outras menores, lançando raios para todos os lados, cada qual mais estupendo que o outro”. (2) Fazendo perceber quão generosa é para com seus devotos e quanto lhe agrada rezarmos a Ela, Nossa Senhora explicou à Catarina que os raios representavam as graças que derrama sobre quem as pede. Porém, haviam também anéis dos quais não partiam raios e que representavam, justamente, as graças que esquecemos de pedir-Lhe.

Muitas vezes, ocupamo-nos em pedir muitas coisas à nossa Protetora Celestial, mas, quem sabe, nos esquecemos do mais importante, por exemplo, pedir a nossa perseverança final, a fidelidade à vontade de Deus em nossas vidas, a viver com integridade nossa Fé, etc.Esforcemo-nos, portanto, para que brilhe sobre nossas vidas a luz celtial de todos os anéis de Maria Santíssima.

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós!


(1) Mons. João Clá Dias, EP – Dom Geraldo Majela de Castro, O. Praem.; Bispo Diocesano de Montes Claros – MG). A Medalha Milagrosa – História e celestiais promessas. Disponível em:

http://www.arautos.org/especial/20941/Nossa-Senhora-das-Gracas-e-a-Medalha-Milagrosa.html

(2) Idem.

By

“Fica conosco”

“Fica conosco”

(Lc 24,29)

Tristonhos, resignados e sem esperança. Talvez fosse esse o estado de espírito dos dois discípulos no caminho para Emaús. Afinal, Jesus estava morto e sepultado. A sua fé ainda não era suficiente para que se animassem a acreditar no testemunho das mulheres, de João e Pedro, que “afirmaram que Jesus está vivo” (Lc 24,23). Assim, preparavam-se esses dois discípulos para voltar à sua vida cotidiana, deixando para trás tudo o que haviam ouvido e visto durante o período em que acompanharam a pregação de Jesus. Retornar à vidinha sem graça, de todos os dias.

No entanto, Jesus, ressuscitado dentre os mortos, tinha outros planos para eles: queria o seu testemunho, diante dos Apóstolos e diante dos cristãos, por toda a eternidade.  No momento em que partem o pão, o Mestre a eles se revela e lhes abre os olhos. Faz com que o seu coração arda e se abrase de amor. A tal ponto que pedem docemente: “Fica conosco!”.

O mesmo pode nos acontecer: Depois de termos vivido a Quaresma e as ricas cerimônias que a Liturgia nos propõe no Tríduo da Páscoa, podemos ser tentados a mergulhar, aos poucos, na vida cotidiana, nos esquecendo de tudo o que vivemos nestes dias, negligenciando em nossos corações a glória que deve representar a Ressurreição de Cristo.  Ele é a Luz que venceu as trevas, triunfou sobre o pecado. Sua vitória acarretou a fundação de uma nova ordem baseada na Fé, e será a causa do advento do Reino de Cristo sobre a Terra. Essa Luz continuará fulgurante por todos os séculos”.(1)

Que a certeza da Ressurreição de Cristo jamais de afaste de nossa vida e, como diz Monsenhor João Clá Dias, “ao contemplarmos com júbilo o triunfo de Jesus Cristo ressuscitado, juntemo-nos à Nossa Senhora, aos Apóstolos, aos Anjos e Santos, com toda a Igreja transbordando de alegria Pascal” (2), implorando a Cristo Ressuscitado: “Fica conosco, Senhor!”.

Salve Maria!

______________________________

(1) Arautos do Evangelho. A luz venceu as trevas. Disponível em: http://www.arautos.org/especial/58009/A-Luz-venceu-as-trevas-.html

(2) Idem.

%d blogueiros gostam disto: