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Santo André Kim e a certeza de vitória da Santa Igreja

“O sangue dos mártires é semente dos cristãos”, conforme afirmou Tertuliano, destacado polemista, no tempo das perseguições à Igreja nascente. Eis o grande fato, ao longo da história da Igreja e da humanidade, que se realiza de maneira surpreendente. Sim, tomemos a Era dos Mártires, na qual os primeiros cristãos, lançados no Coliseu de Roma, foram devorados pelas feras, ou outros cristãos sacrificados com instrumentos de suplício crudelíssimos:

A Santa Igreja não apenas perseverou, mas ergueu-se vitoriosamente, enquanto aquele império (o Império Romano) ruiu por terra. Lancemos o olhar, cheio de veneração, a outros tantos heróis da Fé, que confirmaram, com seu sangue, a fidelidade a Nosso Senhor. E hoje? Caem os impérios, ruem os poderes terrenos e as investidas mais cruéis contra a Igreja de sempre e ela resplandece vitoriosa, porque sobre ela paira a promessa do Divino Redentor: “e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16, 18b).

Como pedra preciosa do diadema da Igreja, na lista de seus Santos mártires, celebramos neste mês de setembro (dia 20), o martírio do Sacerdote Santo André Kim Taegón e o apóstolo leigo Paulo Chón Hasang, com seus companheiros coreanos.

Basílica de São Pedro – Roma

Corria o século XVII, quando a fé cristã foi introduzida na Coréia, graças ao ardor de leigos que, embora sem pastores, foram dóceis ao sopro do Espírito Santo. Este apostolado desenvolveu-se quando no século seguinte (mais precisamente em 1836) vieram missionários da França. Eis que perseguições não tardaram em se fazer: 153 mártires. Entre eles, “sobressaem o primeiro sacerdote e ardoroso pastor de almas André Kim Taegón e o insigne apóstolo leigo Paulo Choón Hasang […]. Todos eles consagraram com seu testemunho e sangue as primícias da Igreja coreana”. ¹

Vejamos algumas das palavras, cheias de ardor, que proferiu Santo André Kim Taegón, e apliquemos a nós que vivemos neste século, cujo ateísmo prático quando não professo em doutrinas errôneas, descarrega crescentemente um ódio à Santa Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo:

“Meus caríssimos irmãos e amigos […] se, pois, nesta vida de perigos e miséria, não reconhecermos o Criador, de nada nos servirá termos nascido e continuar vivendo. Já neste mundo pela graça divina, pela mesma graça recebemos o batismo, entrando no seio da Igreja e tornando-nos discípulos do Senhor. Mas, trazendo assim o precioso nome de cristãos, de que nos servirá tão grande nome, se na realidade não o formos? Seria inútil termos nascido e ingressado na Igreja se traíssemos o Senhor e sua graça; melhor seria não termos nascido do que recebendo a sua graça, pecarmos contra Ele.”²

O Santo continua, nos apontando a via da Cruz e a vitória da Igreja e de seus filhos: “Irmãos caríssimos, lembrai-vos de que nosso Senhor Jesus, descendo a este mundo, sofreu inúmeras dores e tendo fundado a Igreja por sua paixão, Ele a faz crescer pelos sofrimentos dos fiéis. Apesar de todas as pressões e perseguições, os poderes terrenos não poderão prevalecer […]”.

E, num arrobo de entusiasmo, exclama: da Ascensão de Cristo e do tempo dos apóstolos até hoje, a santa Igreja continua crescendo no meio das tribulações ³ (grifos nossos)

Tenhamos pela a intercessão de Santo André Kim e de seus companheiros mártires, a certeza da vitória da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

Santo André Kim, rogai por nós!

Por Adilson Costa da Costa

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¹ Memória – 20 de setembro In: Liturgia das Horas. v. IV. Editora Vozes, Paulinas, Paulus, Editora Ave Maria, 1999, p. 1295.

² Da última Exortação de Santo André Kim Taegón. In: Liturgia das Horas. v. IV. Editora Vozes, Paulinas, Paulus, Editora Ave Maria, 1999, p. 1295-1296.

³ idem, p. 1296.

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A História de Santa Hildegonda: a obediência é a guarda da inocência (Parte III)

Caro leitor, na última vez que “estivemos” com Santa Hildegonda, ela recebeu uma missão, enquanto Frei José, que dir-se-ia desproporcional para uma criança de doze anos: transpor as fronteiras da Alemanha, guarnecidas e vigiadas por tropas do Imperador, e fazer chegar até Roma, a pé, uma mensagem ao Papa, para salvar os católicos de sua nação. Impressionante, não?

Vejamos agora estes fatos por um ângulo diferente. Meditemos um pouco sobre o que poderia pensar e sentir a pequena Santa Hildegonda nestas circunstâncias. Poderia ser ela tentada a inquietar-se, desanimar-se ou mesmo revoltar-se com tantos revezes? Não teria sentido medo? Medo da morte se fosse pega pelos guardas? Medo de ter sua identidade descoberta nesta situação?

Quando finalmente havia encontrado um lugar seguro, o mosteiro em sua terra natal, ter que voltar a ser “mendigo de rua” e fazer uma viagem de volta à Itália, sozinha e exposta a perigos novamente, só que desta vez bem maiores? Não teria sido tentada de tristeza, de fraqueza ou moleza, de revelar seu segredo, alegando que por ser uma menina não tinha forças para  tão arriscada missão?

Enquanto lemos este artigo, podemos relembrar que mesmo o próprio Deus-Homem passou pela tentação do inimigo. Todos somos tentados, santos ou pecadores. A questão está em rezar e não ceder às tentações. Hildegonda não cedeu e para isso certamente deve ter recorrido aos meios que nos concede a Igreja: a oração, a meditação, os sacramentos, procurar distrair-se dos maus pensamentos, usar da água benta, fazer o Sinal da Cruz, procurar a orientação do Sacerdote, etc. Isso para citarmos alguns exemplos, pois incomensuráveis são os tesouros de nossa Fé.

O certo é que a “santinha” foi corajosa e apoiou-se na Fé para praticar estes dois atos de obediência heroica que certamente pesaram para sua elevação aos altares. Continuou a manter o segredo em obediência a seu falecido pai e obedeceu aos superiores religiosos lançando-se na aventura da missão recebida. Apenas são capazes de atos de virtude como estes as almas que amam a Deus até o ponto de esquecerem-se de si mesmas!

 Vestiu-se novamente com roupas de mendigo, escondeu dentro de um cajado oco a valiosa carta do Bispo de Colônia1 e saiu da segurança do mosteiro para as ruas, carregando nos braços os destinos da Alemanha. Como? Movida por uma Fé e um amor a Deus mais fortes que a morte.

Chegou o momento de passar pela guarda. Como o “pequeno mendigo” se comportou? Que artifícios teria usado para ludibriar os soldados? Teria pedido esmola a eles e sido repelido, passando logo após pela fronteira? Teria simplesmente passado? A história não conta, mas Deus o sabe. Certo é que conseguiu seu intento e seguiu pela estrada da aventura.

Alpes Brancos – Cordilheira que Santa Hildegonda deveria atravessar para cumprir sua missão

Perto da difícil travessia dos Alpes, encontrou-se com outro viajante que disse viajar no mesmo sentido. Caminhavam então juntos. Perto de uma floresta ouviram o ruído de muitas pessoas andando às pressas e disse o “pequeno mendigo” ao desconhecido:

– Creio que muita gente nos persegue e se aproxima a largos passos.

Ele respondeu colocando sua bagagem ao solo:

– Senta-te sobre este saco e fica à minha espera. Não tardarei…

Correu então à floresta. Hidelgonda obedeceu, mas a multidão raivosa chegou, arrancou-lhe de cima da sacola e, encontrando vários objetos que lhes haviam sido roubados, começaram a espancar sem piedade o “suposto ladrão”… Hildegonda afirmou ser inocente, mas foi então mais fortemente espancada; ataram-lhes as mãos, amarraram-lhe o saco ao pescoço e levaram-lhe aos trancos ao juiz. Impossível não ver nisso uma semelhança com Nosso Senhor, não?

Foi assim condenada à forca; mas antes de morrer – outros tempos! – deram-lhe a oportunidade de confessar seus pecados com um Padre: Hildegonda confessou-se normalmente, mas não citou o roubo. Interrogada pelo sacerdote sobre este ponto, mostrou-lhe a carta com o selo do Bispo e explicou-lhe sua missão.

O bom Padre então mandou vasculhar a floresta, onde foi encontrado o verdadeiro ladrão, que afirmava também ser inocente… Em vista disso, o Sacerdote recorreu ao juízo de Deus e propôs a prova do ferro em brasa. Este “detector de mentiras” desconhecido nos tempos atuais foi trazido ardente ao rubro e os litigantes o seguraram. Ao contrário do ladrão, Hildegonda não se queimou nem sentiu dor alguma, com o auxílio divino!

O culpado foi condenado e Hildegonda foi libertada, tendo o bom Padre levado-a para descansar. Enfim, poderia cumprir sua missão? Não, a providência queria ainda aumentar sua luta e sua glória. Foi pega pelos parentes do ladrão executado. Eles queriam dar-lhe a mesma sorte que este recebera! Prepararam-lhe uma forca e suspenderam nela, injustamente, a santa inocente…O que são capazes de fazer os homens quando cegos pelo ódio e obstinados pelo desejo de vingança!

Terminariam assim os dias desta santa vida, que se sacrificou pela obediência e pela Igreja Católica. Certamente uma chave de ouro e uma coroa de glória. Será? Sua missão continuou mesmo após este terrível acontecimento? Qual a solução encontrada por Deus para esta situação? Saiba o final desta história no próximo artigo, semana que vem, neste mesmo blog.

Rogue por Santa Hildegonda e que Santa Hildegonda rogue por nós!

Por Marcelo Veloso Souza Mendes

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1 Bispo de Colônia, Felipe de Heimsberg. Tomou abertamente o partido do Papa contra o Imperador Frederico I (Barba-Roxa), que se opôs ao Sumo Pontífice a respeito da sagração do Bispo de Treves, assunto que só concerne ao vigário de Cristo e nunca a governantes de nações, por mais poderosos que se julguem. Com esta bela atitude de fé e coragem, este valoroso bispo obteve a honra de ser perseguido por causa de sua justiça.

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Santa Maria Madalena: expressão do verdadeiro amor

Durante o curto espaço de tempo das férias de julho, ou então no final do ano, muitos aproveitam para viajar ao interior onde o céu, despojado da poluição das grandes cidades, nos fornece à noite, um espetáculo grandioso, qual seja, o firmamento das estrelas, repleto de luzes a cintilar maravilhas.

Maria Madalena lava os pés de Jesus – Versailles

Mas outro firmamento, incomparavelmente mais belo que o das estrelas – em relação ao qual este não é senão um símbolo – cintila aos olhos de nossa alma, e isto ao longo de todo ano, com luzes especiais, conforme o calendário litúrgico.

Qual é este firmamento? É o firmamento dos Santos e Santas da Igreja que resplandecem e sua luz nunca deixará de brilhar, seja na História da humanidade, seja por toda a eternidade.

Quão variado de “estrelas” é este firmamento: santos inocentes, santos penitentes (cuja vida, outrora afastada de Deus pelo pecado, convertem-se heroicamente), santos reis, nobres, santos plebeus, santos doutores e sábios, santos despojados de maior inteligência, santos ricos, santos pobres…

Santos, em uma palavra, que nos trazem, com suas vidas, seus dramas, suas virtudes, suas penitências, exemplos para todos os cristãos, a apontar para Aquele que é o Caminho, a Verdade, a Vida.

Contemplemos, caro leitor, uma destas “estrelas”, cuja festa se celebra neste mês de julho (dia 22), Santa Maria Madalena.

Conforme Jacopo de Varazze, “Maria, cognominada Madalena por causa do castelo de Magdala, nasceu de família muito digna, descendente de reis. […] Junto com o irmão Lázaro e a irmã Marta ela possuía o castelo de Magdala, situado em Betânia, localidade próxima da cidade de Jerusalém e a duas milhas de Genezaré, além de grande parte da cidade de Jerusalém. Quando dividiram entre si essas posses, a Maria coube Magdala, daí ser chamada Madalena; a Lázaro, grande parte da cidade de Jerusalém, e a Marta, Betania” (1). Tendo levado uma vida bem distante dos Mandamentos, mudou-a radicalmente, quando por ela passou o Divino Mestre.

Sua conversão foi tal que, arrependida de seus pecados, lavou os pés de Jesus com suas lágrimas e secou-os com seus cabelos. Estava ela aos pés da cruz, no momento mais doloroso, ápice da Paixão. E, como não poderia deixar de ser, devota da Santíssima Virgem, conforme nos aponta Mons. João Clá Dias, EP: “Santa Maria Madalena sempre aparece fazendo parte do cortejo da Santíssima Virgem, intimamente unida a Ela em todos os momentos, sobretudo na hora régia da vida de Nossa Senhora, quando Nosso Senhor Jesus Cristo, com dores indizíveis, disse Conssummatum est (2). Foi Santa Maria Madalena a primeira testemunha da ressurreição de Jesus, conforme narram os Evangelhos.

Mas qual a cintilação desta santa penitente que luz a nossos olhos e nos encaminha para a Luz de nossas vidas que é Jesus Cristo?

Consideremos sua conversão. De onde veio tal conversão? Do amor entranhado a Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela O viu, contemplou e amou, com um amor sem medidas. Nela se realizou o que nos ensina São Francisco de Sales: “a medida de amar a Deus consiste em amá-Lo sem medidas”. Ou então, no dizer cheio de fogo de São Pedro Julião Eymard: “Pois, o que é o amor senão o exagero?” (3)

Nossa Senhora de Fátima – Arautos do Evangelho

Aqui  está, com brilho todo especial, o exemplo daquela que é apresentada pela Igreja como o modelo de penitência. Sim, o amor cobre uma multidão de pecados (I Pedro, 4,8). Poder-se-ia completar: o amor verdadeiro a Nosso Senhor é tal, que tem o poder de nos tirar do pecado e conduzir-nos a mais alta santidade.

Sem pretender alongar estas palavras, considere o quanto o amor de Santa Maria Madalena a Nosso Senhor elevou-a. Ou por outra, o quanto o amor de Nosso Senhor a recompensou: Ela merece ser chamada autêntica “discípula de Jesus”. (4)

Rezemos em união com Santa Maria Madalena, para que Nossa Senhora nos obtenha a graça deste amor radical ao seu Divino Filho, e veremos as maravilhas que a graça operará em nós.

Santa Maria Madalena, rogai por nós.

Nossa Senhora do divino amor e refúgio dos pecadores, rogai por nós.

Por Adilson Costa da Costa

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(1) Jacobo de Varezze. Legenda Áurea – Vida de Santos. Tradução do latim, apresentação, notas e seleção iconográfica de Hilário Franco Júnior. Companhia das Letras, 2016, p.544.

(2) Santa Maria Madalena: contemplação: fruto da penitência e do desapego. Disponível em : <http://santossegundojoaocladias.blogspot.com.br/2013/03/santa-maria-madalena.html>. Acesso em 24 Julho 2014.

(3) Pe. Robert Rousseau, SSS. Uma breve biografia de São Pedro Julião Eymard. Disponível em: <http://ww.blessedsacrament.com>. Acesso em 02 Agosto 2013.

(4) Liturgia Diária – Texto litúrgico publicado com autorização da CNBB – Ano XXIII – n. 271 – Julho de 2014. Paulus, 2014, p. 67.

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Revista Arautos em Foco – Março 2014

Resenha Mensal

da Revista

Arautos do Evangelho

N. 147

Março 2014

Capa:

Aspecto da Missão Mariana

Realizada pela Cavalaria de

Maria em Pompeia (SP)

Foto: Sergio Céspedes

O Editorial da Revista Arautos do Evangelho n. 147, do mês de Março de 2014, sob o título “São José: O Patriarca” destaca o papel deste grande Santo, dotado de “caráter único, incomparável, superior”. Com efeito, a ele coube a honra de ser o pai adotivo de Jesus e protetor da Sagrada Família. Além dessa incomparável missão, certamente caberá ainda a São José um papel muito relevante na História da Igreja, já que da Esposa de Cristo, é ele o Protetor inconteste.

A Voz do Papa do mês de Março/2014 traz trecho da Audiência Geral do dia 29/01/2014, na qual Francisco – dando sequência á catequese sobre os Sacramentos, explica o papel da Confirmação, ou Crisma, na vida do católico. É através deste Sacramento – destaca o Papa que o cristão recebe o Espírito Santo e os 7 Dons: A sabedoria, a inteligência, o conselho, a fortaleza, a ciência, a piedade e o temor de Deus, os quais ajudam “a viver como cristãos autênticos e a caminhar sempre com alegria segundo o Espírito Santo que nos foi concedido”. Excertos da Mensagem para o 51º. Dia Mundial de Oração pelas Vocações, pronunciada pelo Papa em 15/01/2014 destaca as vocações como testemunho da verdade: “Quanto mais soubermos unir-nos a Jesus, tanto mais há de crescer em nós a alegria de colaborar com Deus no serviço do Reino. E a colheita será grande”.

Linda, atraente e profunda reflexão é conduzida por Mons. João S. Clá Dias, Fundador dos Arautos do Evangelho na Seção Comentário ao Evangelho deste número de março/2014. Abordando a narrativa do Evangelho de São Mateus (1,16.18-21.24a) da Solenidade de São José, Monsenhor João Clá traz aspectos pouco conhecidos – mas extremamente ricos da devoção a este grande Patriarca. Por exemplo, a sua dignidade sem igual: “Não é compreensível… que sendo Jesus o Homem-Deus, nascido de uma Mãe Imaculada, colocasse junto a Si, como pai adotivo, uma pessoa apagada, sem brilho. Portanto, se durante vinte séculos São José permanece escondido e retirado, é de se esperar que esteja chegando a hora em que a teologia explicite verdades novas a seu respeito, pelas quais se torne conhecido, com exatidão e nas suas minúcias, seu papel na Sagrada Família e a categoria de sua elevação enquanto esposo de Maria, pai de Jesus e Patriarca da Santa Igreja”. Monsenhor João Clá, com a simplicidade de grande devoto de São José, narra, por exemplo, a tese de São Francisco de Sales, segundo a qual “quando Cristo ressuscitou, São José também recuperou seu corpo para entrar no Paraíso junto com as almas de todos os justos que nesse momento foram libertados do Limbo e alcançaram a visão beatífica”. Muitos aspectos maravilhosos já discernidos pela teologia sobre São José e quantos outros ainda por serem desvendados. Tudo para aumentar em nós a devoção a este grande Santo. Por isso mesmo, esta reflexão de Mons João Clá é imperdível. A partir da página 10, até a página17.

“Um dos grandes desafios para a Igreja, no Brasil atual, é o de reaproximar o enorme número de católicos que se afastaram da prática religiosa, deixando vazias tantas igrejas. Como reverter tal situação?”  Inspirado por Deus, em 2002 o Mons. João Clá Dias, Fundador dos Arautos, instituiu dentro dos Arautos do Evangelho, “uma unidade itinerante que sai á procura das ovelhas dispersas: a Cavalaria de Maria”. Trata-se de um conjunto de missionários que percorrem o Brasil de norte a sul, utilizando modernos meios de locomoção. É esta a Comunidade religiosa em missão permanente, que é apresentada aos leitores da revista a partir da página 18. “Desde sua fundação, os cavaleiros de Maria visitaram 298.313 residências, além de 33.292 repartições públicas, escolas e estabelecimentos comerciais, em 258 cidades brasileiras. Durante essas visitas (as missões em cada cidade geralmente duram uma semana), 25.430 pessoas pediram para receber o Batismo, 47.091 a Primeira Comunhão, 57.856 a Crisma e 16.924 a Unção dos Enfermos. E 22.064 pessoas se alistaram como dizimista para a respectiva paróquia”. Somente em 2013 em 2013, “a Cavalaria de Maria realizou missões no Distrito Federal e em 13 estados brasileiros: do Rio Grande do Sul até o Pará, passando por Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Piauí, Ceará, Espírito Santo, Bahia e Maranhão”. Verdadeiros e incansáveis apóstolos do século XXI. Conheça estes e mais aspectos desta grande obra, incluindo inúmeros depoimentos de párocos de todo o Brasil, lendo a matéria completa no número do mês de Março/2014.

Constrangido por sua natureza decaída e por seus pecados, necessita o ser humano de alguém que sirva de ligação entre ele e Deus, “intermediários oficiais” que comuniquem ao povo a vontade de Deus, em suma, “mediadores entre Deus e o povo”. Assim, explica a Irmã Mariana Morazzani Arráiz, EP o verdadeiro papel do sacerdócio cristão, instituído pelo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo. Dotado de  dignidade sem igual, porém, do sacerdote “também é exigida a retidão na conduta e a sabedoria no conselho. Se ele quer guardar inteiramente a fidelidade à vocação que recebeu, procurará fazer esquecer sua própria pessoa para pôr em evidência seu sacerdócio, cônscio de ser representante d’Aquele que ‘é eternamente perfeito’. Numa palavra, como afirma o Mons. João Scognamiglio Clá Dias – o sacerdote precisa ser santo. A sociedade quer ver no sacerdote a santidade”.

A seção Arautos no Mundo relata as densas atividades dos Arautos do Evangelho em vários países: No México foi realizada a campanha “Quem dá aos necessitados empresta a Deus”, a qual favoreceu inúmeras famílias vítimas de desastres naturais. Além do conforto material, as paróquias receberam também o apoio espiritual, através da visita da Imagem Peregrina do Imaculado Coração de Maria. Pode-se encontrar também relatos da jornada mariana, realizada em Ruanda e da Missão Mariana, realizada na Itália, mais precisamente no município de  Galatro – cidade que foi proclamada Cidade Mariana. A página 29 traz matéria sobre o Curso de Férias, realizado em janeiro para os jovens arautos em São Paulo, do qual participaram 750 rapazes e 500 moças. O evento do setor masculino realizou-se no seminário dos arautos em Caieiras (SP) sob o tema “Ambientes e Costumes na História da Igreja” e o setor feminino estudou, na Casa Monte Carmelo, os sonhos de São João Bosco.

A Ir. Lucilia Lins Brandão, Veas, EP em artigo intitulado Príncipe, jovem e santo narra de forma muito agradável a edificante vida de São Casimiro: Vivendo numa sociedade já voltada para os prazeres desenfreados, soube visar a glória de Deus, antes de tudo, permanecendo íntegro de corpo e alma, firme na Fé e zeloso pelo bem de seus súbitos. A partir da página 30.

A beleza criação pode ser contemplada de inúmeras formas, sob vários ângulos, os quais mostram a grandeza do Deus Criador. Da mesma forma, todo homem é dotado de uma “cintilação de Deus”, colocada por Ele exclusivamente em sua alma. Cada um de nós é, por assim dizer, um momento único da História de Deus e possui uma luz particular. Que luz é essa que possui cada homem e o torna único? Este assunto extremamente importante para entendermos nosso papel neste mundo é abordado com muita inteligência pelo Diác. Antonio Ilija, EP, em artigo intitulado A luz primordial, a partir da página 34.

Durante aula de abertura do ano letivo dos cursos de Filosofia e Teologia dos Arautos do Evangelho, em 28/01/2014, Dom Benedito Beni dos Santos, Bispo Emérito de Lorena, abordou o tema, cujo resumo é publicado na Seção A Palavra dos Pastores do mês de março/2014: O que é, pois, a Igreja? Ela não vem dos homens, mas de Deus. Quando sua Palavra é anunciada na assembleia litúrgica, é Ele mesmo que nos fala

Muitos outros assuntos de importância e atualidade são tratados no n. 147, da Revista Arautos do Evangelho desde mês de Março. A edição, como um todo está extremamente rica. Infelizmente, por questões de espaço, não é possível nesta resenha abordar todos os assuntos, com a profundidade que merecem. Fica a sugestão, a nossos leitores, de procurarem ler a revista em sua totalidade. A revista é fonte de pesquisa para meditações individuais, leituras em reuniões em grupo, leitura em família, etc. Em resumo: cultura católica da melhor qualidade, apresentada com esmero a seus leitores.

Faça a sua assinatura, contatando a Sede Regional dos Arautos, em Maringá, através do telefone (44) 3028-6596, ou através deste BLOG e daremos as informações detalhadas.

Salve Maria! Até o próximo mês.

Por João Celso

                A Revista Arautos do Evangelho nasceu em 2002, um ano após os Arautos receberem do Papa a aprovação Pontifícia.

Com o intuito de levar aos lares do mundo inteiro a Palavra de Deus, as principais notícias da Igreja e um conteúdo completo baseado nos ensinamentos da Santa Sé, a Revista Arautos traz em suas páginas artigos para todas as idades e visa, sobretudo, a formação católica da família.

A Revista Arautos é instrumento de evangelização e expressa o carisma dos Arautos do Evangelho”.

(www.revistacatolica.com.br)

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A serva do Senhor

“Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!”

(Lucas 1,38)

A seção Frase da Semana, do Blog dos Arautos do Evangelho de Maringá, tem trazido aos leitores inúmeras frases e pensamentos, extraídos de obras de Santos e Doutores da Igreja, coletados da Liturgia e de outras obras piedosas; enfim, tem buscado, semanalmente, um tema apropriado para ajudar a todos em suas reflexões e crescimento espiritual.

Excetuadas as sublimes palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo nos Evangelhos, nenhuma frase poderia ser mais importante, mas profunda e plena de significado do que esta, pronunciada por Maria, quando aceitou o convite que lhe fizera o anjo Gabriel: ser a Mãe do Messias! Uma frase, atestando um consentimento, que mudou a História da Humanidade. Banidos do Paraíso pelo pecado de nossos primeiros pais, a vinda do Salvador iria nos redimir e abrir as portas do céu para todos os homens e mulheres de boa vontade.

Num momento histórico em que todas as jovens de Israel desejavam casar-se logo, para, quem sabe, ter a imensa honra de ser a mãe do Messias, Maria, ao contrário, para servir a Deus de um modo mais perfeito, havia feito o voto de virgindade perpétua. Exatamente por isso, diante da proposta do Anjo, Ela, num primeiro momento, hesitou. Convencida, porém, de que essa era a expressa vontade de Deus, imediatamente, concedeu o seu fiat. Nesse instante, por obra do Espírito Santo, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade encarnou-se no seio puríssimo de Maria. Por seu pleno consentimento, fez-se em Maria as palavras do anjo São Gabriel.

Que o “Sim” de Maria nos ajude, para sempre procurarmos discernir a vontade de Deus em nossas vidas e – principalmente – colocá-la em prática, com todas as suas consequências, como assim o fez a Santíssima Virgem.

 Salve Maria!