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Frase da Semana – João Paulo II

“A Igreja de Cristo está sempre, por assim dizer, em estado de Pentecostes.”

 Beato João Paulo II (1)

Na solenidade de Pentecostes do ano de 2003, há exatamente 10 anos, durante viagem apostólica à Croácia, pequeno país do continente europeu, com população majoritariamente católica (89%), Sua Santidade, João Paulo II, durante a homilia lembrava que a sociedade de hoje está “dramaticamente fragmentada e dividida” e “por isso está tão desesperadamente insatisfeita”, mas que os cristãos não devem resignar-se “ao cansaço e à inércia”; ao contrário, devem ser o povo da esperança, para que mundo reconheça a salvação que vem do Cristo.

Continua a mensagem do Santo Padre, atualíssima para os nossos dias:

Sempre reunida no Cenáculo a rezar, está, ao mesmo tempo, sob o vento vigoroso do Espírito, sempre a caminho, a anunciar. A Igreja mantém-se perenemente jovem e viva, una, santa, católica e apostólica, porque o Espírito desce sobre ela continuamente para lhe recordar tudo o que o seu Senhor lhe disse (cf. Jo 14, 25) e para a orientar para a verdade completa (cf. Jo 16, 13).”

Que este Pentecostes seja, portanto, para todos um renascer no Espírito. Que, a exemplo dos Apóstolos, tenhamos coragem e disposição para sermos verdadeiros cristãos no mundo de hoje!

(1) Homilia do Papa João Paulo II. SANTA MISSA PARA AS FAMÍLIAS EM RIJEKA. Solenidade de Pentecostes. Domingo, 8 de Junho de 2003. Disponível em:

<http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/homilies/2003/documents/hf_jp-ii_hom_20030608_rijeka_po.html>

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A ascensão do corpo glorioso e a liberdade de voar

Quantos de nós ao contemplarmos a natureza, tão rica em espécies de toda ordem, seja em minerais, vegetais ou animais não ficamos por vezes “paralisados”, encantados com sua beleza? Tanto na infância ou na idade madura, nossos olhos não poucas vezes se deixam enlevar, por exemplo dentro do reino animal, pelo vôo dos pássaros: às vezes uma andorinha (ou várias) que “comunicando” uma jovialidade efusiva ao percorrer os espaços aéreos, parece cantar a alegria de voar; ou ainda certas espécies de gavião com seu vôo assinalado por uma agilidade, decisão e velocidade próprias. Enfim, tal é o número destes animais bípedes e revestidos de penas igualmente tão diversificadas pelo colorido, que sem dúvida nos atraem a atenção.

Esta admiração traz consigo – e historicamente a humanidade se lançou em busca, através dos mais diversos engenhos – um pensamento, ainda que fugidio e nem sempre tão explicitado por todos: como deve ser atraente vivenciar este vôo dos pássaros; como seria interessante se assim nós humanos, tão presos na terra e sujeitos à Lei da Gravidade – a famosa lei da gravitação universal do não menos famoso cientista, físico e matemático Isaac Newton – que nos puxa para baixo. Como seria interessante, repito, tivéssemos a propriedade de, sem outros recursos tecnológicos, por nós mesmos a capacidade de voar, de subir, de se lançar ao ar e percorrer as distâncias e deitar do alto o olhar sobre as coisas aqui na terra, com uma visão privilegiada a busca de novos horizontes maravilhosos! Mas, postas as coisas como são, limitamo-nos a exclamar: Ah! Se pudéssemos voar, se pudéssemos subir…

A realização deste desejo de voar por nós mesmos, não é algo tão distante. Alguém poderia sorrir, pensando que estivéssemos brincando. Não, na realidade maior de nossa existência, este voar, subir e elevar-se com seu próprio corpo às alturas um dia se dará. Como?

Estas considerações nos vêm à tona justamente a propósito deste tempo litúrgico, carregado de alegria sobrenatural, constituído de cinqüenta dias que é o Tempo Pascal; e mais propriamente da contemplação tanto da Ressurreição quanto da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Com efeito, sabemos que Nosso Senhor Jesus Cristo “ressuscitou ao terceiro dia” (5º. Artigo do Credo) e “subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso” (6º. Artigo do Credo) (1). Estas celebrações nos remetem, entre os múltiplos aspectos de caráter sobrenatural e marcados pela glorificação do Homem-Deus, à contemplação enlevada do Corpo glorioso de Jesus Cristo.

Ora, quando Nosso Senhor, depois de passada sua Paixão e Morte na Cruz, nas quais suportou as dores e sofrimentos no seu Corpo padecente, ressuscitou e agora se apresenta aos seus discípulos com o Corpo glorioso:

Jesus ressuscitado estabelece com seus discípulos relações diretas, em que estes o apalpam e com Eles comem. Convida-os, com isso, a reconhecer que Ele não é um espírito, mas sobretudo a constatar que o corpo ressuscitado com o qual Ele se apresenta a eles é o mesmo que foi martirizado e crucificado, pois ainda traz as marcas de sua Paixão. Contudo, este corpo autêntico e real, possui, ao mesmo tempo, as propriedades novas de um corpo glorioso: não está situado no espaço e no tempo, mas pode tornar-se presente a seu modo, onde e quando quiser, pois sua humanidade não pode mais ficar presa à terra, mas já pertence exclusivamente ao domínio divino do Pai. Por esta razão também Jesus ressuscitado é soberanamente livre de aparecer como quiser: sob a aparência de um jardineiro ou de outra forma (MC 16, 12), diferente das que eram familiares aos discípulos, e isto precisamente para suscitar-lhes a fé. (2) [grifo nosso]

 Quais seriam estas “propriedades novas” de seu corpo glorioso? Para termos uma resposta, útil é buscar em São Tomás de Aquino as características de um corpo glorioso:

Vemos que da alma quatro coisas provêm ao corpo, e tanto mais perfeitamente quanto mais vigorosa é a alma. Primeiramente lhe dá o ser; portanto, quando a alma alcançar o sumo da perfeição, dar-lhe-á um ser espiritual. Segunda, preserva-o da corrupção […]; logo, quando ela for perfeitíssima, conservará o corpo inteiramente impassível. Terceira, lhe dá formosura e esplendor […]; e quando chegar à suma perfeição, tornará o corpo luminoso e refulgente. Quarta, lhe dá movimento, e tanto mais ligeiro será o corpo quanto mais potente for o vigor da alma sobre ele. Por isso, quando a alma já estiver no extremo de sua perfeição, dará ao corpo agilidade (3). [grifo nosso]

Contemplemos, para efeito desta nossa abordagem, a quarta característica do corpo glorioso: agilidade. Por esta qualidade o corpo glorioso move-se para todos os campos, translada-se com a velocidade do pensamento para onde queira e sem nenhum auxílio; foi na virtude desta qualidade que Nosso Senhor Jesus Cristo subiu ao Céu na Ascensão. De igual modo Maria Santíssima subiu ao céu por sua própria agilidade na condição de corpo glorioso. Nossa Senhora ascendeu aos céus acompanhada dos Anjos da corte celeste, não para auxiliá-La mas fazendo-Lhe guarda de honra, pois Sua força foi concedida pelo Criador.

Neste momento o leitor pode suscitar uma dúvida: teremos nós também esta capacidade de subirmos, elevarmos e com uma agilidade maior do que observamos nos pássaros de que considerávamos e para além mesmo destes espaços aéreos que nossos olhos contemplam? Quando será isto possível?

Podemos encontrar a resposta nas palavras do Beato João Paulo II:

Assim, em Cristo «todos ressuscitarão com os corpos de que agora estão revestidos» (Concílio Lateranense IV: DS 801), mas este nosso corpo será transfigurado em corpo glorioso (cf. Fl 3, 21), em «corpo espiritual» (1 Cor 15, 44). Paulo, na primeira Carta aos Coríntios, àqueles que lhe perguntam: «Como ressuscitam os mortos? Com que espécie de corpo voltam eles?», responde servindo-se da imagem da semente que morre para se abrir à nova vida: «O que semeias não torna vida, se primeiro não morrer. E o que semeias não é o corpo que há-de vir, mas sim um grão simples de trigo, por exemplo, ou de qualquer outra espécie […]. Assim também é a ressurreição: semeia-se na corrupção e ressuscita-se na incorrupção. Semeia-se na ignomínia e ressuscita-se na glória. Semeia-se na fraqueza, ressuscita-se na força. Semeia-se corpo natural e ressuscita-se corpo espiritual […]. É necessário que este corpo incorruptível se revista de incorruptibilidade, e que este corpo mortal se revista de imortalidade» (1 Cor 15, 36-37.42-44.52). (4)

 Sim, chegará o grande dia em que se dará este fato grandioso, divino: nós ressuscitaremos com o corpo glorioso, pelo poder dAquele que triunfou sobre a morte e ascendeu ao Céu. Para esta verdade de fé, o nosso Fundador dos Arautos do Evangelho, Mons. João Sconamiglio Clá Dias, em sua obra “Inédito sobre os Evangelhos” sublinha as palavras de São Tomás de Aquino:

[…] pelo fato de Cristo ter elevado ao Céu sua natureza humana assumida, deu-nos a esperança de lá chegarmos, porque “onde quer que esteja o corpo, ali se reunirão as águias”, como diz Mateus. Por isso, diz também o livro de Miquéias “Já subiu, diante deles Aquele que abre o caminho” (5).

 Assim, após termos contemplado as águias deste vale de lágrimas, no dia da Ressurreição dos mortos, voaremos com uma agilidade incomparavelmente maior do que quaisquer criaturas meramente corpóreas, para junto daqueles que nos antecederam na entrada ao Céu com sua alma e corpo, Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Mãe Santíssima.

Adilson Costa

1. Segundo Catecismo da Doutrina Cristã. Primeira Parte: do Credo. 117. ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2007, p. 13.
2. Catecismo da Igreja Católica. O Estado da Humanidade Ressuscitada de Cristo: n. 645. 11. Ed. São Paulo: Loyola, 2001, p. 185.
3. São Tomás de Aquino, Super Epistolas S. Pauli lectura, t. 1: Super primam Epistolam ad Corinthios lectura, cap. 15, 1.6
4. Audiência de João Paulo II, 4 de novembro de 1988. Disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/audiences/1998/documents/hf_jp-ii_aud_04111998_po.html>. Acesso em 08 mai. 2013.
5. Mons. João Sconamiglio Clá Dias. Inédito sobre os Evangelhos: comentários aos Evangelhos dominiciais. v. V. Città del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana; São Paulo: Instituto Lumen Sapientiae, 2012, p. 350.

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A Jesus, pelas mãos de Maria!

Foi por intermédio da Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por meio dela que ele deve reinar no mundo (Tratado, Introdução, n. 1).

Assim inicia S. Luís Maria G. de Montfort o seu magistral Tratado da Verdadeira Devoção. Toda a finalidade do livro e toda a intenção que o grande santo mariano teve em escrevê-lo já estão anunciadas nessas ardentes palavras. Confessando “com toda a Igreja que Maria é uma pura criatura saída das mãos de Deus (Cap. I n. 14), o santo nos aponta para a necessidade da profunda devoção a Nossa Senhora, pois “por meio de Maria, Deus Pai quer que aumente sempre o número de seus filhos, até à consumação dos séculos” (n.29)

Com profunda gratidão a Nossa Senhora, temos visto nos últimos anos, centenas de pessoas buscando seguir esses abrasadores conselhos de S. Luís. Os Arautos do Evangelho, em Maringá, na medida de suas possibilidades, têm procurado reunir essas pessoas, proporcionando a elas a oportunidade de estudarem o Tratado, para que, assim, após sérias reflexões, abraçar esse “caminho fácil, curto, perfeito e seguro” para irem até Jesus Cristo (Tratado, Cap. V).

Esta Devoção, bastante difundida no mundo católico foi especialmente incentivada e praticada pelo Beato João Paulo II, o qual, no discurso aos participantes do VIII Colóquio Internacional de Mariologia, assim se expressou:

“São Luís Maria Grignion de Montfort constitui para mim uma significativa figura de referência, que me iluminou em momentos importantes da vida. Quando, como seminarista clandestino, eu trabalhava na fábrica Solvay de Cracóvia, o meu director espiritual aconselhou-me a meditar sobre o Tratado da verdadeira devoção à Santa Virgem.Li e reli muitas vezes, e com grande proveito espiritual, este precioso livrinho ascético de capa azul que se tinha manchado de soda. Ao situar a Mãe de Cristo em relação ao mistério trinitário, Montfort ajudou-me a entender que a Virgem pertence ao plano da salvação por vontade do Pai, como Mãe do Verbo encarnado, por Ela concebido por obra do Espírito Santo. Toda a intervenção de Maria na obra da regeneração dos fiéis não se põe em competição com Cristo, mas d’Ele deriva e está ao seu serviço. A acção que Maria realiza no plano da salvação é sempre cristocêntrica, isto é, faz directamente referência a uma mediação que acontece em Cristo. Compreendi, então, que não podia excluir da minha vida a Mãe do Senhor, sem desatender a vontade de Deus-Trindade, que quis “iniciar e realizar” os grandes mistérios da história da salvação com a colaboração responsável e fiel da humilde Serva de Nazaré”2

Vemos que Nossa Senhora tem por esta Arquidiocese de Maringá, que se lhe consagra sob o título de Nossa Senhora da Glória, uma predileção especial; e que nestas terras, além de soja e milho em abundância, nascem também almas generosas, que reconhecem que Consagrar-se, nas palavras de Dom Murilo Krieger, nosso segundo arcebispo e atual arcebispo de Salvador “é imitar o gesto da Virgem Santíssima, que se entregou totalmente a Deus, (…) é refugiar-se sob a proteção da Santa Mãe de Deus, (…), é renovar os votos batismais, respeitando, pois a única mediação de Cristo e procurando a maturidade espiritual”. 3

Queremos aumentar cada vez mais o número desses filhos especialmente consagrados a Jesus Cristo, pelas mãos de Maria.

Portanto, neste mês de Fevereiro, a partir do dia 24 (domingo) daremos início a mais duas turmas que, durante 10 semanas ininterruptas irão preparar-se para essa Consagração, segundo o método de S. Luís Maria Grignion de Montfort. Essa preparação será realizada simultaneamente em dois locais: na Comunidade dos Arautos e na Paróquia N. Senhora da Liberdade. (veja os detalhes abaixo).

Se você também desejar que Maria Santíssima lance suas raízes na sua alma e nela produza “maravilhas de graça” (Tratado, n. 35), venha fazer a sua preparação!

Envie um e-mail para o endereço: [email protected] indicando a sua preferência de local, que lhe encaminharemos a ficha de inscrição.

As vagas são limitadas!

Para conhecer mais sobre a Consagração, leia o excelente artigo do Revmo. Pe. Juan Carlos Casté, EP, no site dos Arautos! 4

(JC)

Consagração Solene 21 de Maio de 2012
Paróquia N.Sa. de Guadalupe – Maringá – PR

CURSO DE PREPARATÓRIO

Consagração a Jesus Cristo, pelas mãos de Maria

 

Início das Turmas: 24/02, domingo, das 15h30 às 16h30

Duração: 10 semanas.

Consagração Solene: 05 de Maio de 2013.

LOCAIS:

1) Comunidade dos Arautos em Maringá
Rua Jair do couto Costa, 15
Fone: 3028-6596
 
 
2) Paróquia N.Senhora da Liberdade – MaringáSalão Paroquial
Rua Júlio Mesquita, s/n – Praça da Capela – Jardim América – Maringá
Fones: 3031-7970 e 3031-7974 – Email: [email protected]
Secretária: Cleusa

 

Mande um e-mail para o endereço: [email protected], ou também, através dos comentários deste Blog que lhe enviaremos a Ficha de Inscrição.

 

1 S.Luís Maria Grignion de Montfort. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. Petrópolis: Vozes, 38ª. Ed. 2009.
 
2 João Paulo II. DISCURSO DO SANTO PADRE AOS PARTICIPANTES NO VIII COLÓQUIO INTERNACIONAL DE MARIOLOGIA. Roma, 13 de outubro de 2000. Disponível em www.vatican.va
 
3 Dom Murilo S.R. Krieger, scj. Com Maria, a Mãe de Jesus. São Paulo: Paulinas, 2001. P. 308 e 309.
 
4 Pe. Juan Carlos Casté, EP. O prêmio da escravidão a Maria Santíssima. Disponível em: http://www.arautos.org/noticias/36438/O-premio-da-escravidao-a-Maria-Santissima
 

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São Tomás de Aquino: o segredo da sabedoria de um Santo

Celebra-se neste final de mês de Janeiro (dia 28) a memória de um dos santos da Igreja mais admirados e amados, considerado o arquétipo do homem que estuda, pesquisa e explicita as mais belas páginas da Filosofia e da Teologia; um varão tão santo e sábio que recebe inúmeros elogios de Papas, entre os quais, do Papa João XXII, que o canoniza em 1323 e do Papa São Pio V, que o proclama Doutor da Igreja em 1567. Atualmente é ele reconhecido por muitos estudiosos como o maior teólogo da História da Igreja.1 Quem é este sábio? Quem é este Santo? E a resposta nos vem sem maiores dificuldades: São Tomás de Aquino.

Tal o vôo de sua visão católica que, no Concílio de Trento, sobre a mesa da Presidência, foi a Suma Teológica deste santo colocada ao lado da própria Sagrada Escritura. O Papa Leão XIII, através da Enciclica Aeterni no ano de 1879, conclama “Ide a Tomás”, iniciando a era do Tomismo. E São Pio X recomenda às universidades católicas que adotem a Suma Teológica. Tantas são as referências elogiosas ao Doutor Angélico que – para não alongarmos – restringimo-nos apenas às palavras do Beato João Paulo II e do Papa Bento XVI, gloriosamente reinante, respectivamente, a saber: “São Tomás foi sempre proposto pela Igreja como mestre de pensamento e modelo quanto ao reto modo de fazer Teologia” e “Com seu carisma de filósofo e teólogo, São Tomás oferece um válido modelo de harmonia entre razão e fé”.2 Realmente, a doutrina e sabedoria deste grande Santo é própria a ultrapassar os séculos.

Ao contemplarmos as maravilhas do “angélico” doutor da Igreja, poderíamos nos perguntar: de onde vem tanta sabedoria, quer do ponto de vista natural, quer do ponto de vista sobrenatural, de São Tomás? E poderemos encontrar a resposta nas próprias palavras do Santo, quando recebeu a Sagrada Comunhão no derradeiro momento de entregar sua alma a Deus:

Eu Vos recebo, preço do resgate de minha alma e Viático de minha peregrinação, por cujo amor estudei, vigiei, trabalhei, preguei e ensinei. Tenho escrito tanto, e tão freqüentemente tenho discutido sobre os mistérios da Vossa Lei, ó meu Deus; sabeis que nada desejei ensinar que não tivesse aprendido de Vós…”.3

“Aprender de Vós”: uma lição para nossos dias

Aprender de Vós”… Sim, aprender de Jesus Eucarístico. São Tomás se acercava freqüentemente do Santíssimo Sacramento e recorria a Ele obtendo as luzes e respostas para seus estudos e chegou a afirmar que aprendera mais junto ao Sacrário do que nos longos dias dedicados ao estudo. Além de santificar, a Sabedoria eterna e encarnada, real e verdadeiramente presente na Eucaristia, “inteligentifica” a todos que dela fervorosamente se aproximam, analogamente como os raios do astro rei, o Sol, aquecem aos que a ele se expõem.

Eis aí o segredo incomparável, para nossos dias, de desenvolvermos, à maneira de São Tomás de Aquino, nossa inteligência e alcançarmos a santidade: a freqüência assídua a Jesus Sacramentado. Que ele nos obtenha, pela intercessão de Nossa Senhora, esta graça.

(1) CAVALCANTI NETO, Lamartine de Holanda. Psicologia geral sob o enfoque tomista. São Paulo: Instituto Lemen Sapientiae, 2010, p. 15.
(2) CLÁ DIAS, Pe. João Scognamiglio, EP. Por que ser tomista? In Arautos do Evangelho. São Paulo, n 73, pp 36-39, jan. 2008.
(3) FERREIRA, Carmela Werner. O sábio mais santo e o santo mais sábio. In Arautos do Evangelho. São Paulo, n 73, pp 32-35, jan. 2008.

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