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Buscar a salvação que vem de Deus

“A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.”
(Salmo 49)

Este belíssimo trecho do salmo (Sl 49,23) nos é apresentado pela Liturgia  no dia em que a Igreja comemora a Festa de São Sebastião, cuja devoção é  muitíssimo popular no Brasil.

Proceder “retamente” é buscar fazer a vontade de Deus em todos os  momentos da nossa vida. Os santos nos são dados para que, conhecendo a  sua vida, procuremos imitá-los. São Sebastião é um exemplo concreto desse  proceder reto, pois “ele próprio não deixou, no momento oportuno, de declarar- se cristão, dando o testemunho e servindo de exemplo a numerosos outros seguidores de Jesus que enfrentavam as perseguições da Era dos Mártires, como foi chamado o período de busca e morte aos fiéis conforme ordenado  pelo sanguinário imperador Deocleciano” (1).

Proceder retamente significa buscar a santidade de vida, agindo em nosso dia-
a-dia de acordo com aquilo que Deus quer de nós; sejamos pais ou mães de  família, filhos, irmãos, patrões, empregados… em todos os estados de vida,  somos convidados a cumprir esta grande Vocação: ser santos! Exatamente  na mesma linha do conselho evangélico dado por Nosso Senhor Jesus Cristo:  “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça e tudo o mais vos  será dado em acréscimo” (Mt 6,33).

O martírio de São Sebastião

Peçamos, portanto, ao grande São Sebastião que nos ajude nesse propósito:  levarmos nossa vida reta – não tortuosa, bem focada em agir de acordo com  o que Deus espera de nós, para que, ao final, possamos alcançar a Salvação. Que Maria Santíssima nos ajude!

Salve Maria!

(1) Arautos do Evangelho. São Sebastião. Disponível em:
http://www.arautos.org/especial/33252/Sao-Sebastiao–Martir.html

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Em vossa casa, ó Senhora Aparecida!

Senhora, Rainha e Padroeira do Brasil, como é grande a nossa alegria em poder vos visitar! Que contentamento por estar aqui, em vossa casa, o Santuário Nacional de Aparecida!

Neste mesmo local, ó Mãe, há quase trezentos anos vos dignastes aparecer a três humildes pescadores, os quais, já sem esperança, fizeram uma última tentativa, buscando o alimento de que necessitavam. Muito mais do que peixes, destes a eles a Vossa própria imagem, que milagrosamente acompanha desde então a todos os brasileiros, socorrendo-os em suas dificuldades, angústias e sofrimentos.

De fato, qual brasileiro poderia não se sentir amparado por Vós, Senhora? De todas as partes deste imenso Brasil acorrem os vossos filhos, para pedir e para agradecer.

Também nós queremos vos louvar, ó Mãe, por todos os benefícios que de vós temos recebido, muitas vezes sem qualquer merecimento de nossa parte. Queremos vos agradecer por todas as vezes que viestes em nosso auxílio, socorrendo-nos com a celestial prontidão da melhor de todas as mães.

Hoje viemos visitar-vos, Mãe Santíssima, alegrarmo-nos em vossa presença, a exemplo dos apóstolos e dos santos dos primeiros tempos, que convosco puderam conviver.

Mas, como vós sabeis muito melhor do que nós, ó Mãe, o Tempo é uma criatura que nos limita e nós, seres humanos, sempre temos dificuldade em conviver com ele!

Vós sentistes a tristeza de viver nesta terra de exílio longe de Vosso Filho, aguardando com heroica paciência o momento em que poderíeis estar junto d’Ele no Céu. Por outro lado, ó Senhora! – quando não queremos, o tempo passa vigorosamente e sem que percebamos, foge ele irreparavelmente.

Assim, Senhora, com pesar em nosso coração, vemos chegar a hora da partida. Devemos voltar a nossos lares, a nossos familiares, a nossos deveres pessoais e profissionais.

Deixando atrás de nós a imponente vista do vosso Santuário Nacional, queremos agradecer-vos, ó Mãe, por esta viagem, pela oportunidade de estar convosco por algumas horas. E queremos pedir-vos, Mãe Santíssima, que nos acompanhe na volta para casa, nos guie em nossa vida. Principalmente, suplicamos por este Apostolado do Oratório, que com tanto amor e dedicação é conduzido pelos vossos filhos, Arautos do Evangelho.

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

Por João Celso

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Veja o Vídeo da 5ª. Peregrinação Nacional do Apostolado do Oratório!

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Frase da Semana – Nossa Senhora das Dores

“Ó vós todos que passais pelo caminho, parai e vede se há dor semelhante à minha dor”

(Lm 1, 12)

A piedade católica aplica à Santíssima Mãe de Deus as palavras acima, do Profeta Jeremias, no livro das Lamentações. E quem pode ficar indiferente a tão comovedoras palavras? Neste dia 15 de Setembro a Liturgia comemora a festa de Nossa Senhora das Dores. Esta festa nos é proposta para que meditemos, com verdadeira piedade, nas dilacerantes dores que sofreu Nossa Mãe Santíssima, à vista de tudo o que deveria padecer o seu Inocente Filho, Jesus Cristo.

Dores de Maria

Nossa Senhora das Dores – Sevilla

A contemplação das dores de Maria, como meio de santificação para os fiéis, remonta à Idade Média. A Ordem dos Servitas, fundada no ano de 1240 contribui para difundir essa devoção pelo mundo católico. A Festa foi instituída oficialmente pelo Papa Bento XII, no ano 1727. Finalmente, o Papa Pio VII, em 1804, ordenou que fosse celebrada no terceiro domingo do mês de Setembro. Posteriormente, com a reforma do Breviário, São Pio X fixou a data de 15 de Setembro para relembrar as Dores de Maria. (1)

Em seu magnífico Glórias de Maria, Santo Afonso Maria de Ligório dedica grande parte do livro para tratar detalhadamente, com meditações, a respeito de cada uma das Sete Dores de Maria Santíssima: 1ª. Profecias de Simeão; 2ª. Fuga de Jesus para o Egito. 3ª. Perda de Jesus no Templo; 4ª. Encontro com Jesus caminhando para a morte. 5ª. Morte de Jesus; 6ª. A ferida com a lança e a descida de cruz e a 7ª, Sepultura de Jesus. (2)

Também no site dos Arautos do Evangelho está disponível um belo texto sobre as dores de Nossa Senhora. (3)

Excetuando-se as dores e humilhações que sofreu o próprio Redentor, Nosso Senhor Jesus Cristo para nos salvar, não há nada que se possa comparar às dores sofridas por nossa Mãe. Por isso Ela é louvada como Co-Redentora da humanidade. E por isso também, nós, em nossas angústias e nos sofrimentos que a Providência nos pede, para nossa santificação durante as batalhas nesta terra, nunca nos esqueçamos do seu exemplo e, com a confiança de filhos, peçamos a Ela que nos ajude sempre.

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós.

Veja também:

Frase da Semana – Natividade de Maria

Frase da Semana – Santo Agostinho

Frase da Semana – São Bernardo de Claraval


(1) São Afonso Maria de Ligório. Glórias de Maria. 3ª. ed. Aparecida: Ed. Santuário, 1989, p. 355 (nota do Tradutor).

(2) Op.cit. a partir da página 355.

(3) Arautos do Evangelho. Seção Especial: Nossa Senhora das Dores. Disponível em http://www.arautos.org/especial/29818/Nossa-Senhora-das-Dores.html